Santo Antão: “Ocorrência de mais um mau ano agrícola interpela-nos de que tipo de agricultura precisamos para ilha” – Jorge Santos

Porto Novo, 06 Nov (Inforpress) – Santo Antão enfrenta mais um ano agrícola “muito negativo” e isto interpela os poderes públicos à uma “reflexão profunda” sobre que tipo de agricultura se adequa à esta ilha e a Cabo Verde, de uma forma geral.

As declarações foram proferidas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, no término de uma visita de três dias a Santo Antão, ilha onde, a seu ver, a “chuva é escassa e imprevisível”, mas com potencial na agricultura, no turismo e em alguma industria, que podem ser desenvolvidos no quadro de uma programa que crie “novas oportunidades” aos santantonenses.

“É até desgastante para os governantes estarem, todos os anos, a repetir os mesmos programas. É preciso reflectirmos e sairmos desse circulo vicioso”, avançou Jorge Santos, defendendo a elaboração de um programa que crie “novas oportunidades de emprego” para Santo Antão.

Para esta ilha, o presidente do parlamento, que é tampem deputado eleito por Santo Antão, elege como “questão fundamental” a melhoria da gestão da pouca água disponível, através da massificação das novas tecnologias de rega, uma preocupação que pretende discutir com o Governo.

“É preciso reflectirmos seriamente  sobre o desenvolvimento de Santo Antão”, sublinhou este  parlamentar, que exortou o executivo a “encontrar soluções” para atenuar os efeitos de “mais este ano difícil” para esta ilha onde “tudo está perdido”, em termos da agricultura de sequeiro.

Para Jorge Santos, nesta altura, em que “a situação é de penúria”, é preciso promover “algum emprego” e continuar com a mobilização de água e com os apoios aos criadores com ração animal, sobretudo no município do Porto Novo, onde, praticamente, não choveu.

JM/AA

Inforpress/Fim

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