Santo Antão: Obras inacabadas e por arrancar no quadro programa de emergência que deveria terminar em Setembro

 

Porto Novo, 17 Out (Inforpress) – O programa de emergência para a reconstrução de Santo Antão, que deveria terminar em Setembro, só estará encerrado em finais de deste ano ou nos princípios de 2018, já que ainda, além de obras inacabadas, há projectos por arrancar.

As obras estão mais atrasadas no município do Porto Novo, onde, de entre outros projectos, estão ainda por terminar as obras de recuperação da estrada Ponte Sul/Tarrafal de Monte Trigo e reconstrução da ponte de Portal, em Ribeira das Patas.

Por arrancar, estão ainda as obras de construção de três passadeiras hidráulicas no concelho do Porto Novo, mais concretamente em Chã de Norte, Ribeira dos Bodes e Lagoa da Ribeira das Patas, mas também a recuperação das parcelas agrícolas, em toda a ilha.

Assim, o programa de emergência para Santo Antão, com duração de um ano (devia terminar em Setembro), se vai prolongar por mais alguns meses, prevendo-se o seu término em Dezembro ou nos princípios do próximo ano.

Entre os municípios de Santo Antão e o Governo foi já assinado um contrato-programa para a recuperação das parcelas agrícolas, nos próximos tempos, facto que permite aos agricultores respirar de alívio, numa altura em que já não contavam com as intervenções.

Em relação às passagens hidráulicas no Porto Novo, os projectos, também, já foram adjudicados, podendo o empreiteiro iniciar as obras “nos próximos dias”, segundo uma nota da edilidade.

As obras de recuperação da barragem de Canto de Cagarra, na Ribeira Grande, estão, igualmente, atrasadas, para o desalento dos agricultores que, mesmo com problemas de assoreamento e de infiltração, esperavam a aproveitar a água que se acumulou nessa infra-estrutura, aquando das cheias de 2016.

Os santantonenses, particularmente os agricultores, têm manifestado algum desapontamento em relação à forma como o programa de emergência para Santo Antão tem sido implementado.

O Governo já admitiu que as obras no município do Porto Novo foram iniciadas com um atraso de dois meses, com a justificação de que era necessário priorizar as obras na Ribeira Grande.

O programa de emergência para Santo Antão foi financiado pela União Europeia em sete milhões de euros (770 mil contos).

JM/CP

Inforpress/Fim

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