Santo Antão: Municípios vão continuar aposta nas energias renováveis para mobilização de água – autarca

Porto Novo, 16 Jan (Inforpress) – As câmaras de Santo Antão vão continuar a mobilizar parcerias com vista à mobilização de água, “a um custo reduzido”, para abastecer as populações, sobretudo nas zonas isoladas, através de uma aposta, “cada vez mais”, nas energias renováveis.

Quem o disse foi o presidente da associação dos municípios  da ilha, Orlando Delgado, que admitiu que em Santo Antão, por ser uma ilha dispersa, há ainda “muitas comunidades”, sobretudo nas zonas altas,  com dificuldades no abastecimento de água, pelo que os municípios vão continuar a mobilizar “mais parcerias” para a mobilização do líquido precioso, através das energias renováveis.

A Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA), no quadro do projecto de abastecimento de água ao Planalto Leste e à Costa Leste, conseguiu instalar na ilha um parque fotovoltaico com potência de 80 quilowatts, que permite a mobilização de água a um custo reduzido para as populações das duas comunidades.

Orlando Delgado destacou ainda o facto de a Câmara Municipal do Porto Novo ter conseguido mobilizar parceiros com vista a resolver, ainda no decurso deste ano, a situação de “penúria de água” no Planalto Norte, também com recurso às energias renováveis.

Trata-se, segundo o autarca, de “um grande projecto” que vai resolver, através da bombagem de água, com recurso à energia fotovoltaica, a escassez de água no Planalto Norte, projecto que já está na fase de implementação.

Ainda no Porto Novo, todos os furos  estão a ser equipados com sistemas fotovoltaicos, devendo, brevemente, começar a disponibilizar água a “um preço baixo” aos agricultores.

O Governo, no quadro da lei do  Orçamento do Estado para este ano, vai incentivar os municípios que apostem em projectos ligados às energias renováveis, como é o caso da ilha de Santo Antão, onde as autarquias têm estado a apostar na energias limpas para, igualmente, resolver o problema de energia eléctrica nas comunidades mais isoladas.

Monte Trigo (Porto Novo), Figueiras e Ribeira Alta (Ribeira Grande) são algumas das zonas encravadas que já dispõem de luz eléctrica com base em energias renováveis (solar), prevendo-se, para breve, contemplar, também, a zona Norte do Porto Novo.

O Governo tem como meta atingir, até 2030, uma taxa de 56 por cento (%) de penetração das energias renováveis em Santo Antão, desafio que exigirá um investimento na ordem de um milhão e 300 mil contos, segundo o ministro da Industria, Comercio e Energia, Alexandre Monteiro.

O governante, que se encontra de visita à ilha, procedeu terça-feira, 15, à inauguração da central fotovoltaica de Santo Antão, financiado no quadro do projecto de abastecimento de água às zonas altas desta ilha em 253 mil contos, através do programa Millenium Challange Account (MCA).

Monteiro confirmou que Executivo, no quadro da lei do  Orçamento do Estado para este ano, vai incentivar os municípios, as empresas e as famílias que promovam projectos ligados às energias renováveis.

JM/AA

Inforpress/Fim

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