Santo Antão: Municípios incentivam investidores turcos a apostarem na cimenteira do Porto Novo

Porto Novo, 13 Abr (Inforpress) – Os municípios santantonenses e a Embaixada da Turquia, em Dacar, já agendaram a realização, “dentro de pouco tempo”, de uma missão empresarial turca a Santo Antão, cuja atenção estará voltada para o relançamento da cimenteira do Porto Novo.

A realização dessa missão dos investidores turcos a Santo Antão ficou agendada durante a visita, semana passada, a Santo Antão , da embaixadora da Turquia em Cabo Verde, residente em Dakar, que discutiu com os municípios santantonenses eixos de cooperação e de investimentos, nesta ilha.

O edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, aproveitou a oportunidade para apresentar à diplomata da Turquia alguns projectos de desenvolvimento deste município, de entre os quais se destaca o relançamento da fábrica de cimento pozolânico (Cabocem), que está encerrada desde Junho de 2013, por alegadas dificuldades financeiras.

Pretende-se, assim, com a missão, incentivar os empresários daquele país europeu a investir nas industrias de cimento pozolânico em Santo Antão e em outras áreas estratégicas de desenvolvimento desta ilha, como o turismo.

A Câmara Municipal do Porto Novo, segundo uma fonte da edilidade, está a trabalhar com o Governo na procura de um parceiro estratégico para o relançamento da cimenteira, pelo que aguarda, “com muita expectativa”, a realização, “dentro de pouco tempo, ” dessa missão empresarial a Santo Antão, em que a reabertura da Cabocem estará em cima da mesa.

A cimenteira, situada em Fundão, a cinco quilómetros da cidade do Porto Novo, foi instalada em 2005, por um grupo de investidores italianos, que sempre teve dificuldades para pôr a fábrica a funcionar.

O problema de mercado foi, de resto, a principal razão que, segundo administração da Cabocem, levou ao encerramento, em 2013, dessa fábrica, que representou um investimento na ordem dos 500 mil contos.

As pozolanas do Porto Novo, cujas jazidas são estimadas em cerca de seis milhões de toneladas, são de “boa qualidade”, segundo estudos já feitos sobre esse recurso natural, que foi muito utilizado na construção de infra-estruturas portuárias e de construções hidráulicas.

Os responsáveis municipais acreditam que, pela qualidade das pozolanas, é possível viabilizar essa cimenteira, estando, nesta altura, à procura, conjuntamente com o Governo, de um parceiro estratégico que permita relançar esta industria e dinamizar a economia santantonense.

Nos últimos tempos, têm havido manifestação de interesse de alguns investidores estrangeiros, sobretudo asiáticos, na cimenteira do Porto Novo, que ocupa uma área de 50.000 metros quadrados e inserida numa concessão de 100 hectares de jazidas de pozolanas em toda zona adjacente.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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