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Santo Antão: Municípios exortam Governo a acelerar processo de deslocalização do centro de expurgo para cais do Porto Novo

Porto Novo, 03 Nov (Inforpress) – Os municípios de Santo Antão, à semelhança dos produtores agrícolas, têm manifestado, também, a sua “preocupação” em relação à “má localização” do centro de expurgo desta ilha, que tem levado à sub-utilização dessa infra-estrutura, instalada em 2010.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) prometeu, em meados de 2017, a deslocalização deste centro pós-colheita para as instalações do porto do Porto Novo, como forma de melhor servir os produtores, que se têm queixado da “má localização” desse espaço de tratamento e embalagem de produtos agrícolas.

Este centro, operacionalizado em 2013 (três anos após construção), fica situado nos arredores da cidade do Porto Novo, numa zona afastada do porto, pelo que, segundo os produtores agrícolas, essa situação, além de encarecer o produto, tem criado alguns constrangimentos aos agricultores.

A situação do centro de expurgo foi já objecto de discussão no seio dos três municípios de Santo Antão e voltou, em finais de Outubro, a ser analisada ao nível da associação dos municípios desta ilha, que defende a necessidade de este centro ser deslocalizado para o porto, para melhor servir os agricultores.

O presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, considera que o centro pós-colheita de Santo Antão é um investimento perdido, tanto pela sua localização, como pelos custos de funcionamento, que rondam os dois mil contos somente em energia eléctrica.

Entretanto, o MAA assegurou que o processo de deslocalização do centro pós-colheita está em andamento, estando este ministério a discutir, nesta altura, esta questão com outras instituições parceiras para a efectivação dessa medida, dentro de pouco tempo.

O centro de expurgo foi construído no quadro do primeiro compact do programa Millenium Challange Account (MCA) para contornar o problema do embargo imposto aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa da praga dos mil-pés.

Segundo o delegado do MAA no Porto Novo, Joel Barros, a ideia é instalar no porto “os equipamentos mínimos” que vão permitir efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas, que serão exportados para as ilhas do Sal e Boa Vista.

Desde a operacionalização do centro, há cinco anos, os produtores agrícolas têm-se queixado da localização dessa infra-estrutura, facto que, no seu entender, tem criado vários embaraços aos agricultores, desde logo o aumento do custo do serviço, que é prestado.

O próprio MAA já admitiu que o centro, que representou um investimento na ordem dos 120 mil contos, tem “muitas vulnerabilidades” desde logo o custo de funcionamento e a sua má localização.

O centro pós-colheita tem capacidade para processar quase quatro mil toneladas de produtos agrícolas por ano, mas só tem conseguido tratar pouco menos de uma centena de toneladas/ano.

Saliente-se que um grupo de investidores britânico já propôs ao Governo a realização de investimentos no centro pós-colheita de Santo Antão, visando a sua transformação num centro agro-industrial para, além de tratamento e conservação, ocupar-se ainda de transformação, certificação e comercialização de produtos agrícolas.

Este grupo, representado pela Brine Engineering Solution, empresa sediada em Londres, tem em carteira um pacote de investimentos de 23 milhões de euros (dois milhões e 500 mil contos) Santo Antão, que incidem, além de energias renováveis, também no sector da agricultura.

JM/ZS

Inforpress/fim

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