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Santo Antão: MAA ameaça levar a ONG Fundamental SA às barras do tribunal

Ribeira Grande, 06 Mai (Inforpress) – O engenheiro responsável pelas áreas protegidas em Santo Antão, António Carlos Fortes, afirmou hoje que o MAA vai levar a “Fundamental SA” às barras do tribunal pelas afirmações “falsas e caluniosas” proferidas pelo seus responsáveis.

Em declarações à Inforpress, António Carlos Fortes desafiou os responsáveis da Fundação da Defesa, Preservação e Promoção do Desenvolvimento Ambiental Sustentável de Santo Antão (Fundamental SA), que denunciaram o derrube excessivo de árvores no perímetro florestal do Planalto Leste, a visitarem o perímetro para verificarem o que realmente está acontecendo.

A mesma fonte explicou que neste momento o MAA está a retirar todas as árvores que queimaram no incêndio de 2018 e, também, a manutenção florestal, desbaste, trabalhos que passam, conforme sublinhou, pela corte das árvores secas, bem como a desramação de árvores que são “mais um combustível para deflagrar incêndios”.

“Estas pessoas querem aparecer e não conhecem nada da matéria. Pior, apresentaram uma fotografia falsa para manipular a opinião pública, de que a MAA está a derrubar, de forma excessiva, as árvores no perímetro florestal do Planalto Leste”, frisou António Carlos Fortes, salientando que o MAA está a fazer o seu trabalho baseado nas leis ambientais.

António Carlos garantiu que em nenhum momento a MAA destruiu o “pulmão” de Santo Antão, quiçá, observou, de Cabo Verde.

“O MAA vai continuar a fazer cortes e a manutenção florestal e vai também repor todas as plantas nas zonas que foram queimadas no incêndio de 2018”, afiançou o responsável.

Contacto pela Inforpress, o responsável da Fundamental SA, Manuel Nascimento, começou por esclarecer que um dos princípios importantes da fundação é contribuir para a defesa e prevenção de toda a ilha de Santo Antão, em parceria directa com todas as instituições regionais, na base do “diálogo e cooperação mútua”.

Manuel Nascimento assegurou que nunca essa ONG entra na “saga de dividir para reinar” em nome da defesa do ambiente, porque, segundo o mesmo, a organização é “apartidária e quer o diálogo”.

“Se for necessário ir ao tribunal defender e preservar o nosso património ambiental da ilha estamos preparados em tudo para demonstrar que temos toda a razão ao nosso lado, para estar preocupada com a situação reinante na floresta do Planalto Leste, em nome da limpeza florestal”, afiançou Manuel Nascimento.

Na terça-feira, a Fundação da Defesa, Preservação e Promoção do Desenvolvimento Ambiental Sustentável de Santo Antão, Fundamental SA, emitiu uma nota onde denunciou “o corte desmedido” de pinus (canariensis, radeata e halepensis), espécies conhecidas por “pinho” nessa reserva florestal, “com a suposta justificação de se estar a proceder à limpeza da floresta”.

Fundamental SA alertou “às principais instituições nacionais e parceiras” em Santo Antão “para a resolução urgente desse alegado crime ambiental, antes que seja tarde demais”.

A floresta do Planalto Leste de Santo Antão, com 1.600 hectares de extensão, foi declarada reserva florestal em 1990.

LFS /JMV
Inforpress/Fim

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