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Santo Antão: Localização do centro pós-colheita continua a tirar o sono aos produtores agrícolas desta ilha

Porto Novo, 08 Abr (Inforpress) – A localização do centro pós-colheita de Santo Antão continua a preocupar os produtores agrícolas desta ilha, que insistem na necessidade de se proceder à deslocalização dessa infra-estrutura para um sítio onde possa servir melhor a classe.

O centro, operacionalizado em 2013, fica situado nos arredores da cidade do Porto Novo, numa zona afastada do porto, facto que, segundo os produtores agrícolas, cria vários constrangimentos, sobretudo em termos de custos do serviço que é prestado.

Os agricultores voltam, por isso, a pedir a deslocalização do centro de expurgo para as proximidades do porto do Porto Novo, onde, acreditam, terá melhor utilidade.

Trata-se de uma preocupação, também, já manifestada pelos municípios de Santo Antão que têm vindo a chamar a atenção para a “má localização” do centro pós-colheita.

O edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, é de opinião de que o centro pós-colheita de Santo Antão foi “um investimento perdido”, tanto pela sua “má localização”, como pelos “elevados custos de funcionamento”.

O ministro da Agricultura e Ambiente prometeu, há quase dois anos, a deslocalização desse espaço de tratamento e embalagem de produtos agrícolas para o cais do porto do Porto Novo, aguardando-se ainda pela concretização dessa medida.

O centro de expurgo foi construído em 2010 (começou a funcionar três anos depois), no quadro do primeiro compact do programa Millenium Challange Account (MCA) para contornar o problema do embargo imposto aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa da praga dos mil-pés.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) pretende instalar no porto “os equipamentos mínimos” que vão permitir efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas, que serão exportados para as outras ilhas do arquipélago.

O MAA já admitiu que o centro, que representou um investimento na ordem dos 120 mil contos, e com capacidade para processar quase quatro mil toneladas de produtos agrícolas/ano, tem “muitas vulnerabilidades” desde logo o custo de funcionamento e a sua má localização.

Porém, a Inforpress apurou que um grupo de investidores britânicos já manifestou ao Governo o desejo de adquirir o centro de expurgo e sua transformação num centro agro-industrial, no quadro de um projecto ligado à agricultura industrial.

JM/ZS

Inforpress/fim

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