Santo Antão: Líder associativo pede às autoridades parcelas de terreno para comunidade de Cruzinha

Ribeira Grande, 16 Fev (Inforpress) – O presidente da Associação Comunitária Nova Experiência Marítima de Cruzinha, Amândio Reis, pediu hoje às autoridades – Governo e CMRG – a atribuição de parcelas de terreno para que elementos daquela comunidade possam praticar alguma agricultura. 

Amândio Reis, que falava na inauguração do sistema hidroagrícola de Cruzinha, disse que a comunidade está muito contente e satisfeita com o sistema hidroagrícola implementado pelo Governo em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Grande (CMRG).  

Entretanto, no entender do responsável comunitário os moradores de Cruzinha não têm terrenos suficientes para trabalhar. 

“Já temos água, mas está a funcionar só de um lado onde pertence a uma família que é herdeira dos terrenos”, referiu Amândio Reis. 

Por sua vez, o presidente da CMRG, Orlando Delgado, assegurou que a edilidade vai avançar com o trabalho de topografia, pois a CMRG tem alguns terrenos municipais em Cruzinha. 

“Veremos a possibilidade de dividir estes terrenos em parcela para entregar às pessoas de Cruzinha para poderem ter maior produção e, sobretudo, para poderem utilizar toda a água que lá está, sustentável e permanente”, frisou Orlando Delgado. 

O edil ribeira-grandense explicou que o sistema hidroagrícola vai produzir cerca de 250 metros cúbicos (m3) e quando o Governo implementou esse projecto foi no sentido de encontrar outras alternativas para o desenvolvimento dessa comunidade. 

E neste sentido, Orlando Delgado pontuou que, em parceria com o Governo, vai “potencializar” Cruzinha nas suas várias vertentes. 

“Cruzinha tinha uma vertente única que era a pesca, mas hoje estamos a ver aquilo que queremos enquanto CMRG que é diversificar aquilo que é actividade económica nesta comunidade. Este poço que hoje inauguramos com todo o sistema fotovoltaico vai baixar os custos de produção e permitir que aquele que quiser dedicar-se à agricultura tenha água permanente e com sustentabilidade”, afirmou o presidente da CMRG.

Segundo o chefe do Governo, Ulisses Correia e Silva, o sistema hidroagrícola foi construído para fazer com que a comunidade tenha mais água. 

“Depois tem que se fazer o investimento num tanque de elevação maior que é para fazer com que a água chegue em todas as parcelas e, quando chegar, que chegue junto com o sistema de rega de gota-à-gota”, asseverou Ulisses Correia e Silva.

O primeiro-ministro disse que foi por isso que o Governo tomou a iniciativa de comparticipar, em 50 por cento (%), no custo de aquisição dos equipamentos para a prática da rega gota-a-gota, como forma de massificar e ter o máximo de tempo para ter boa “agricultura”. 

LFS/HF

Inforpress/Fim 

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