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Santo Antão: Laboratório em preparação para em 2020 começar a certificar grogue e produtos transformados de todo o arquipélago 

Porto Novo, 21 Dez (Inforpress) – O laboratório de Afonso Martinho, na Ribeira Grande de Santo Antão, está a ser preparado para, a partir de 2020, iniciar o processo de certificação do grogue e dos produtos transformados nesta ilha e em todo arquipélago.

O presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, garantiu que o laboratório vai estar à disposição de Cabo Verde, estando a associação a trabalhar com a Inspecção-geral do Trabalho (IGAE) para que este equipamento de análises e certificação de produtos esteja ao serviço dos produtores em todo o País.

Além do grogue, o laboratório vai certificar ainda outros produtos transformados, segundo Orlando Delgado, que garante que as condições estão a  ser criadas para o arranque deste processo, já a partir do próximo ano.

A Associação dos Municípios de Santo Antão pretende, também, envolver-se no processo de criação do selo de origem dos produtos desta ilha, que está a cargo do projecto Redes Locais para o Turismo Sustentável e Inclusivo (Raízes).

Em Santo Antão, os produtores do grogue preparam-se para safra da cana-de-açúcar, que começa a partir de Janeiro (prolonga-se até Junho), com o reforço da fiscalização, certificação e formação no centro das preocupações.

A nível de fiscalização, a associação dos municípios está a discutir com a IGAE  a criação da delegação em Santo Antão com vista ao reforço da presença desta entidade nesta ilha.

Conforme Orlando Delgado, a IGAE já tem uma viatura e um espaço em Santo Antão, mas a ideia é ir além disso, ou seja, a criação de uma delegação que está a ser “uma aposta” para esta ilha, avançou, sem determinar prazos para a criação desses serviços.

Os produtores do grogue têm estado a exigir a criação da delegação da IGAE em Santo Antão aguardada há cerca de dois anos, uma estrutura que, a seu ver, permitirá “uma presença mais efectiva” desta autoridade fiscalizadora nesta ilha, onde existem 173 alambiques.

A IGAE prevê, para 2020, o reforço das actividades de fiscalização e “o aumento do nível das exigências” aos produtores em relação à melhoria das condições de produção.

O Governo, no quadro de um plano de valorização da aguardente em Santo Antão, mostra-se “disponível” para trabalhar com os produtores na organização e empresarialização da indústria do grogue, produto que já está a ser exportado para Europa e Estados Unidos da América (EUA).

Existem em Cabo Verde 389 unidades de produção da aguardente, 173 das quais em Santo Antão, ilha com uma área de 1.034 hectares coberta por cana-de-açúcar.

Durante os seis meses (Janeiro a Junho) em que decorre o período de industrialização da aguardente em Cabo Verde, produz-se 4,5 milhões de litros da aguardente no país, actividade que envolve  quase três mil pessoas, segundo a IGAE.

JM/AA

Inforpress/Fim

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