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Santo Antão: IGAE encerra duas unidades em operações de fiscalização da produção do grogue

Porto Novo, 20 Jul (Inforpress) – A Inspecção-geral das Actividades Económicas (IGAE) prossegue com as operações de fiscalização da indústria da aguardente em Santo Antão, marcadas, ao longo deste mês de Julho, pela suspensão de duas unidades de produção, pelo incumprimento da lei.

A IGAE explica que essas duas unidades, ambas no município da Ribeira Grande, foram encerradas “por não cumprirem com o prazo de licenciamento de produção”.

Já durante o período de industrialização, a IGAE tinha apreendido, nesta ilha, 14 mil litros de calda em fermentação, produzida e conservada ilegalmente ao ar livre e sem licenciamento, além de aguardente em vasilhames inadequados e açúcar refinado, utilizado como matéria prima.

Através de uma nota, a IGAE informou que se trata de medidas tomadas no âmbito das operações de fiscalização que tem em curso em Santo Antão, onde os produtores têm vindo a denunciar a utilização do açúcar refinado como matéria-prima na produção da aguardente.

Os produtores do grogue insistem na criação de uma delegação da IGAE nesta ilha, com vista a “uma fiscalização mais apertada e rigorosa” desta indústria, assegurada por 173 unidades, na sua grande maioria (quase uma centena) situada no concelho da Ribeira Grande.

O produtor Graciano Évora considera ser “absolutamente necessária” a criação da delegação da IGAE para permitir a esta autoridade “fazer uma fiscalização mais apertada” da produção do grogue e de outras actividades económicas na ilha.

O também produtor Arlindo Delgado entende que a criação da delegação da IGAE permitiria “um controlo rigoroso” da produção do grogue, impedindo, assim, a utilização de substâncias estranhas e nocivas à saúde das pessoas, na produção da aguardente.

Num encontro realizado em finais de Junho, em Santo Antão, com a IGAE e as câmaras municipais de Santo Antão, os produtores queixaram-se da “deficiente fiscalização” por parte da IGAE.    

O produtor António Carente considerou, nessa altura, que a aprovação da lei do grogue, em 2015, trouxe melhorias na produção e qualidade do grogue na ilha, mas, a seu ver, a partir de 2017,  “as coisas pioraram”, devido a falta de fiscalização por parte das autoridades competentes.

Porém, a IGAE garante que, no quadro das “suas competências, continuará a desenvolver acções de fiscalização de forma a averiguar o cumprimento das obrigações legais”.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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