Santo Antão: Identificados 42 ninhos de tartaruga em Cruzinha e dois em Sinagoga

Ribeira Grande 05 Ago (Inforpress) – A Associação Comunitária Nova Experiência Marítima de Cruzinha, que tem estado a actuar na defesa e perseveração das tartarugas marinhas no concelho da Ribeira Grande, Santo Antão, já identificou 42 ninhos naquela comunidade.

“Neste momento, temos 42 ninhos identificados nas praias da Cruzinha, mas quanto às praias mais distantes ainda não conseguimos chegar lá, porque fica muito custosa a deslocação”, disse à Inforpress o presidente da Associação Comunitária Nova Experiência Marítima de Cruzinha, Amândio Reis, que apontou algum constrangimento devido a “falta de verbas” para fazerem o trabalho a “100 por cento (%)”.

“A campanha de protecção das tartarugas marinhas na zona de Cruzinha está a decorrer neste momento com um pouco de dificuldade, porque não temos financiamento”, disse Amândio Reis, adiantando que quem está a apoiá-los é a Câmara Municipal da Ribeira Grande, mas continuam à espera de alguma decisão da Direcção Nacional do Ambiente “se vão ou não apoiar-nos”, frisou.

Amândio Reis relembrou que em 2018 assinaram um protocolo para a conservação de tartaruga durante um período de seis anos e “até ao momento não disseram nada”.

O responsável comunitário acrescentou ainda que neste momento há oito monitores no terreno que fazem a limpeza e fiscalização das praias, bem como identificar contagem de rastos, construção de berçários e transladação de ninho em zonas de risco.

“Além do trabalho dos monitores nas praias, também no final do mês de Agosto, princípio de Setembro, vamos começar a fazer uma campanha para a sensibilização da causa na nossa comunidade”, anunciou Amândio Reis.

Em relação à captura, a mesma fonte enfatizou que até ao momento não detectaram nenhum caso, mas encontram uma tartaruga morta, na praia, que presumem ter morrido de causas naturais.

Em 2010, a Associação Comunitária Nova Experiência Marítima de Cruzinha ganhou um prémio internacional na área da protecção das tartarugas marinhas instituído pela ONU.

Na praia de Sinagoga, a cerca de quatro quilómetros da cidade da Ribeira Grande, um grupo de jovens identificou dois ninhos de tartaruga e transladou os ovos para um local mais seguro, tendo em conta que a praia é muito frequentada e corriam o risco de serem esmagados pelos frequentadores.

Em declarações à Inforpress, Feliciano do Rosário, morador em Sinagoga, disse que há muito tempo que as tartarugas usam essa praia para desova mas, como não é vigiada, só esporadicamente os ninhos são identificados e protegidos.

Por isso entende que as autoridades deviam mandar vigiar a praia de Sinagoga todos os dias, de manhã, antes que os frequentadores, inadvertidos, destruam os ninhos que possam ter sido criados na noite anterior.

LFS/HF

Inforpress/ Fim

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