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Santo Antão: ICCA garante que não existe criança de rua no concelho do Porto Novo

Porto Novo, 15 Mai (Inforpress) – A delegada do Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente (ICCA) em Santo Antão, Earcénia Nico, garantiu, hoje, que não existe “criança de rua” no concelho do Porto Novo, contrariando, assim, a posição do pároco local, sobre esta problemática.

“O que existe é crianças que passam muito tempo fora de casa. Dos casos já identificados, o ICCA vem solucionando essa problemática trabalhando com crianças em situação de risco e na rua, através do centro de dia Vicente Mota Coelho”, sublinhou Earsénia Nico.

Trata-se de “um espaço acolhedor” visando a integração social, familiar, escolar e comunitária das crianças, através de uma orientação escolar, atendimento e acompanhamento psicológicos, evitando situações que possam colocar a integridade das crianças e adolescentes em risco, avançou.

As declarações da delegada do ICCA em Santo Antão surgem em reacção às afirmações do pároco do Porto Novo, José Pires, segundo as quais já se faz sentir o fenómeno de crianças abandonadas neste município, onde há já “muitas crianças nas ruas” que precisam de “socorro”.

José Pires entende que o problema de “desagregação familiar” que atinge Cabo Verde e o mundo está, também, a ser sentido no concelho do Porto Novo, onde há “muitas crianças nas ruas a precisarem de socorro e sustento”, avançou.

“A desagregação familiar já se faz notar em Cabo Verde e Porto Novo não foge à regra. Tendo em conta a sua localização geográfica numa zona portuária, já se nota alguns riscos sociais que, se não forem tratados agora, haverá muitas dificuldades nesse sentido”, notou José Pires, que falava, semana passada, na inauguração do espaço jovem, criado no centro da juventude local.

A responsável do ICCA explicou ainda que, através do centro de dia Vicente Mota Coelho, tem-se estado, também, a trabalhar com as famílias das crianças, realizando ainda visitas e prestação de apoios em diversas situações.

A delegada do ICCA em Santo Antão informou que, além das actividades do centro, a instituição que dirige tem apostado na realização de acções de sensibilização sobre abuso e exploração sexuais, trabalho infantil, maus tratos, além de outras questões, “com o objectivo de informar, alertar e prevenir possíveis casos”.

“A delegação do ICCA em Santo Antão tem vindo a desempenhar, cabalmente, o seu papel no que tange à promoção, protecção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, notou Earsénia Nico, para quem este serviço “sozinho não consegue responder a todas as demandas”, precisando, por isso, do “engajamento das famílias, instituições e sociedade, no geral”.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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