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Santo Antão/Grogue: Edil do Paul defende clarificação do papel dos municípios durante e pós safra da cana-de-açúcar

Porto Novo, 26 Dez (Inforpress) – O presidente da câmara do Paul, em Santo Antão, António Aleixo, defendeu a necessidade de se clarificar o papel dos municípios durante o período de industrialização do grogue, sobretudo no que tange à vertente saneamento.

António Aleixo explicou que as câmaras municipais ficaram de fora do processo de licenciamento industrial do grogue, mas são elas a arcarem com todos os custos relativos à limpeza das ruas durante e após a colheita.

O autarca paulense exortou os municípios em Santo Antão a “reactivarem” a discussão com o Governo sobre esta questão para se poder definir as responsabilidades de cada um (Governo, municípios e produtores) durante e depois da colheita da cana sacarina, que, a seu ver, tem “custos elevados” a nível ambiental.

“A questão do licenciamento do grogue é antiga, as câmaras municipais ficaram fora desse processo, mas penso que devemos reactivar essa discussão junto do Governo, porque nós (os municípios) é que arcamos com todos os custos, ou seja, depois da colheita o que fazer com as ruas todas sujas e sem nenhuma clarificação desta situação”, notou António Aleixo.

A preocupação do presidente da câmara do Paul surge a uma semana do arranque do período de industrialização da aguardente em Cabo Verde, em que Santo Antão conhece uma grande azáfama com a safra de cana sacarina nos diferentes vales agrícolas desta ilha, com 173 unidades de produção.

O reforço da fiscalização e a certificação do grogue são outras preocupações dos autarcas e produtores santantonenses, que defendem a instalação de uma delegação da Inspecção-geral da Actividade Económica (IGAE) em Santo Antão.

A IGAE está a reforçar a sua presença em Santo Antão, com a colocação de uma viatura e criação de um espaço, mas as autarquias desejam a criação da delegação desta instituição, segundo o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado.

Conforme Orlando Delgado, a IGAE já tem uma viatura e um espaço em Santo Antão, mas “a ideia é ir além disso”, ou seja, a criação de uma delegação, que vai ser “uma aposta” para esta ilha, avançou.

Há dois anos que os produtores do grogue esperam pela abertura da delegação da IGAE nesta ilha, onde a questão de fiscalização tem estado na ordem do dia, apesar da intensificação das acções em 2019, segundo Governo.

JM/AA

Inforpress/Fim

 

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