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Santo Antão: Governo garante estar à procura de uma solução alternativa em termos de localização do centro pós-colheita

Porto Novo, 27 Jun (Inforpress) – O Governo está à procura de “uma solução alternativa”, em termos de localização do centro pós-colheita de Santo Antão, nas proximidades do porto do Porto Novo, para poder servir melhor os produtores agrícolas desta ilha.

A garantia é do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que admitiu que a localização do centro pós-colheita de Santo Antão, construído, em 2010, nas imediações da cidade do Porto Novo, não foi bem acautelada, situação que tem dificultado o escoamento dos produtos.

“Este centro é um dos casos em que a localização não foi a melhor. Estamos a procurar uma solução alternativa de localização do centro mais próximo do porto, para permitir o escoamento dos produtos com maior facilidade”, informou o primeiro-ministro, esta quarta-feira, no Parlamento.

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, para quem o centro tem “muitas vulnerabilidades”, relacionadas com o custo de funcionamento e localização, prometeu, há quase dois anos, a transferência desse espaço de tratamento e embalagem de produtos agrícolas para o cais do Porto Novo.

Os agricultores de Santo Antão têm vindo a insistir na necessidade de se deslocalizar essa infra-estrutura para um sítio onde possa servir melhor a classe.

O centro pós-colheita de Santo Antão, operacionalizado em 2013 (três anos após a sua construção), fica situado nos arredores da cidade do Porto Novo, numa zona afastada do porto, facto que, segundo os produtores agrícolas, cria vários constrangimentos, sobretudo em termos de custos do serviço que é prestado.

Trata-se de uma preocupação, também, já manifestada pelos autarcas de Santo Antão, que têm vindo a chamar a atenção para a “má localização” deste centro, construído no quadro do primeiro compact do programa Millenium Challange Account (MCA) para contornar o problema do embargo imposto, há mais de 30 anos, aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa da praga dos mil-pés.

O edil do Porto Novo, Anibal Fonseca, é de opinião que o centro pós-colheita de Santo Antão, que custou 120 mil contos, foi “um investimento perdido”, tanto pela sua “má localização”, como pelos “elevados custos de funcionamento”.

É intenção do Ministério da Agricultura e Ambiente instalar no porto do Porto Novo “os equipamentos mínimos” que permitem efectuar a limpeza, tratamento e embalagem dos excedentes agrícolas, que serão exportados para as outras ilhas do arquipélago.

Entretanto, um grupo de investidores britânicos já manifestou ao Governo o desejo de adquirir o centro de expurgo e sua transformação numa centro agro-industrial, no quadro de um projecto ligado à agricultura industrial, que tem em carteira para o concelho do Porto Novo.

JM/ZS

Inforpress/fim

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