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Santo Antão: Governo exorta produtores do grogue “a se comprometerem com qualidade” do produto que pode ser exportado para EUA e Europa

Porto Novo, 17 Jun (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro exortou, sábado, os produtores do grogue de Santo Antão “a estarem comprometidos com a qualidade” do produto, que tem condições para ser exportado para mercados internacionais e contribuir, cada mais, para o desenvolvimento desta ilha.

Segundo Olavo Correia, que falava num encontro com os operadores económicos desta ilha, cabe ao Governo investir também na qualidade da aguardente, que se produz em tanto em Santo Antão como em outras ilhas do arquipélago, através de “um bom sistema de fiscalização”, reprimindo aqueles que insistem em produzir um grogue de má qualidade.

“Os produtores da aguardente devem estar comprometidos com a qualidade e cabe ao Estado também investir na qualidade com um bom sistema de fiscalização e reprimir os que insistem em violar a lei, pondo em causa o produto e a própria saúde das pessoas”, avançou, o também ministro das Finanças, que esteve, nos últimos dois dias, de visita a Santo Antão.

A ilha de Santo Antão, com uma área de 1.034 hectares da área aerícola coberta por cana sacarina, tem capacidade para produzir dois milhões de litros de grogue genuíno por ano, produto com mercado nos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa.

Algumas empresas apostadas no engarrafamento do grogue têm já licença de exportação para mercados internacionais, como é caso da empresa “M&G” (Música e Grogue), do Tarrafal de Monte Trigo, que já, a partir de Julho, começa a colocar o produto no mercado europeu.

Simão Évora, representante da M&G, que se dedica à conservação, promoção e comercialização do grogue, confirmou que esta empresa já tem o certificado que o permita exportar para mercados internacionais, estando a criar as condições para que tal aconteça, já a partir do próximo mês.

Também, o grogue que se produz em Ribeira da Cruz, igualmente, no Porto Novo, tem chegado a vários países do mundo, segundo os produtos locais.

A um mês do término do período da industrialização do grogue (Janeiro a Julho) e, consequentemente, do fecho dos alambiques, os produtores em Santo Antão mostram-se “satisfeitos” com os resultados conseguidos até agora, num ano marcado por “alguma melhoria” em termos de fiscalização que, a seu ver, precisa ser reforçada.

A Inspecção-geral das Actividades económica (IGAE) está a trabalhar com a Câmara Municipal do Porto Novo com vista à instalação “dentro em breve” de uma delegação neste concelho, segundo o edil, Aníbal Fonseca.

Os produtores esperam ainda, para 2018, a instalação do tão desejado laboratório de análises e certificação da aguardente em Santo Antão e vêem com bons olhos a ideia de criação do instituto do grogue para apoiar na promoção do produto e sua inserção nos principais mercados internacionais.

Com uma produção anual a rondar os 10 milhões de litros, Cabo Verde possui 312 unidades de produção do grogue, embora 60% das quais funcionem de forma ilegal, ou seja, sem licença, segundo a IGAE, que adianta ainda que mais de um terço dessas mesmas unidades (35%) não apresentam as mínimas condições de funcionamento (boas praticas de fabrico, higienização, infra-estruturas).

JM/JMV

Inforpress/Fim

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