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Santo Antão: Dificuldades no acesso ao crédito estão a preocupar as associações de agricultores no Porto Novo

Porto Novo, 05 Ago (Inforpress) – As dificuldades que os agricultores têm encontrado no acesso ao crédito bancário para a dinamização da sua actividade estão a preocupar as associações de classe nos diferentes vales agrícolas no concelho do Porto Novo, Santo Antão.

Para a associação dos agricultores em Ribeira da Cruz, os lavradores locais, desejosos de alargar as suas parcelas, têm recorrido a créditos junto dos bancos comerciais, mas a resposta tem sido sempre negativa, com o argumento de que a agricultura é uma actividade de risco.

Por isso, o presidente desta associação, Vanderley Rocha, considera que o acesso ao crédito constitui “um grande constrangimento” que os agricultores locais têm enfrentado, além do problema de pragas e falta de mercado.

A mesma preocupação se coloca em relação aos agricultores em Chã de Norte, Martiene, Jorge Luís e Ribeira das Patas, que sugerem ao Governo a criação de uma linha de crédito vocacionada para agricultura, para permitir aos lavradores procederem à despedrega dos terrenos e adquirir equipamentos de rega e factores de produção.

A problemática de pragas, com destaque para os mil-pés, está a inquietar, igualmente, as associações de agricultores no concelho do Porto Novo, segundo as quais têm sido “elevados” os prejuízos registados pelos produtores.

As culturas de batatas (comum e doce), tomate e repolho têm sido as mais afectadas pelas pragas, conforme os lavradores, que destacam ainda a existencial da borboleta “tuta absoluta”, praga conhecida como “traça do tomateiro”, que está a destruir as plantações de tomates e repolho.

Através do programa de promoção de actividades socio-económica rurais (Poser), financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), os agricultores portonovenses têm estado a beneficiar de projectos agrícolas, que consistem, entre outras acções, na preparação dos terrenos e na mobilização de água.

Dentro de pouco tempo, os agricultores locais devem contar com uma linha de financiamento disponibilizada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), para a organização do mercado, que constitui um outro desafio para a classe.

Uma missão do BAD já esteve em Santo Antão para discutir com os produtores a questão de comercialização dos excedentes agrícolas, prometendo disponibilizar uma linha de financiamento para apoiar a classe na organização do mercado.

Por causa do embargo, imposto aos produtos agrícolas de Santo Antão, há mais de 30 anos, devido aos mil-pés, os produtores agrícolas de Santo Antão são obrigados a colocar, praticamente, todo o seu produto (cerca de 90%) em São Vicente.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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