Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Santo Antão/Dia do Trabalhador: Situação laboral na ilha é preocupante – SLTSA

Porto Novo, 01 de Mai (Inforpress) – O Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA) avalia como “preocupante” a actual a situação laboral na ilha, a qual poderá “agudizar-se mais ainda” caso não sejam tomadas medidas que atenuem os problemas que afectam os trabalhadores.

“Duma forma geral, a situação dos trabalhadores em Santo Antão é preocupante e poderá agudizar-se mais ainda, caso não forem tomadas medidas mitigadoras dos muitos problemas que os vêm afectando no seu dia-a-dia”, notou o secretario permanente do SLTSA, Carlos Bartolomeu.

Para este sindicalista, que falava à Inforpress a propósito do Dia Internacional do Trabalhador, que se celebra hoje,   “a questão da reposição do poder de compra é importante” ou seja, “o aumento da riqueza das famílias que auferem um salário de miséria” para poder  assegurar a educação dos filhos.

O SLTSA, segundo o seu representante, está “preocupado” com os “incumprimentos laborais” por parte do patronato na ilha, “com prejuízo claro” para os trabalhadores que laboram, principalmente, no sector privado.

A ausência de uma fiscalização por parte de instituições com responsabilidades na matéria, como a Inspecção-geral do Trabalho (IGT), o “desemprego jovem elevado”, os “salários baixos” praticados pelas câmaras municipais de Santo Antão, com relação ao pessoal dos serviços autónomos de água e saneamento, são outras situações que inquietam o SLTSA.

Carlos Bartolomeu insiste, por isso, na criação, em Santo Antão, de antenas da IGT  e da Direcção-geral do Trabalho (GDT) para que a fiscalização se faça com “maior regularidade” na ilha.

Em relação ao desemprego jovem, que é “muito elevado” em Santo Antão, este sindicalista disse que não consegue “vislumbrar medidas práticas e concretas” para contornar essa situação preocupante.

Para o secretário permanente do SLSA, a perda do poder de compra dos trabalhadores tem sido, igualmente, uma preocupação do sindicato, segundo o qual “a maioria” dos trabalhadores santantonenses não beneficiou da actualização salarial nos 2,2 por cento atribuídos este ano pelo Governo”, no quadro do Orçamento Geral do Estado (OGE).

Este aumento beneficiou apenas 800 dos 23 mil trabalhadores cabo-verdianos, ou seja, aqueles que auferem “um salário razoável”, que são os trabalhadores do quadro comum da administração pública (regime de carreira), explicou Carlos Bartolomeu.

O sindicalista referiu-se ainda à “não implementação”, por parte do Instituto Cabo-verdiano de Criança e Adolescente (ICCA), do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS), mas também o “não pagamento” dos respectivos retroactivos à esse pessoal, de acordo com a lei.

Carlos Bartolomeu mencionou ainda a “ausência de uma política que possa discriminar positivamente” os trabalhadores afectos ao Ministério da Agricultura Ambiente, sobretudo no capítulo salarial, considerando que se está perante uma classe “altamente desmotivada”.

”Os sucessivos governos não têm dado a atenção devida a esse pessoal (técnicos de extensão rural) que vêm sofrendo na pele uma discriminação muito negativa com relação a outros ministérios”, lembrou, adiantando que esses técnicos preparam-se para intentar uma acção judicial contra o Governo, exigindo a reclassificação.

JM/AA

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos