Santo Antão: Corpo dos sapadores florestais do Planalto Leste operacionalizado até Junho

Porto Novo, 03 Mai (Inforpress) – Os três municípios de Santo Antão esperam, até Junho, operacionalizar o corpo dos sapadores florestais do Planalto Leste, cujos possíveis integrantes, já capacitados, vão entrar agora num processo de treinamento, juntamente com os bombeiros voluntários, desta ilha.

Trinta jovens do Planalto Leste, onde existe um perímetro florestal estimado em dois mil hectares, receberam, em Fevereiro, uma formação, que foi ministrada por um especialista em protecção civil, proveniente de Portugal.

Esses jovens vão integrar o corpo dos sapadores florestais do Planalto Leste que, dentro de dois meses, poderá estar operacionalizado, conforme admitiu à Inforpress o vereador pela área de protecção civil da Ribeira Grande de Santo Antão, Francisco Dias.

“Já foi dada a formação e agora estamos na organização do treinamento com os comandos dos bombeiros voluntários dos três concelhos. A seguir, vamos definir o comando dos sapadores. Pode ser que, em Junho, já estará definido, mas tudo vai depender dos equipamentos, fardamentos e outros”, avançou.

Os municípios de Santo Antão têm estado, há quase um ano, a trabalhar com o Governo na implementação do plano de protecção da floresta do Planalto Leste, adoptado na sequência do incêndio que devastou, em Junho de 2017, 30 hectares dessa reserva florestal.

O plano, além da criação dos sapadores florestais, prevê ainda a formação de equipas locais para actuarem na prevenção e combate a fogos que, desde 1994, já consumiram parte importante dessa floresta, considerada pelos ambientalistas “o pulmão da ilha de Santo Antão”.

No âmbito desse plano, que abarca ainda acções de sensibilização das populações em relação à prevenção de incêndios florestais e inundações, os corpos de bombeiros voluntários dos três municípios de Santo Antão deverão, também, ser melhor apetrechados.

Este perímetro dispõe, já há alguns anos, de um carro de combate a incêndios e um auto-tanque, disponibilizado pelo Serviço Nacional da Protecção Civil, mas tem-se defendido o reforço da vigilância dessa floresta, que, em 2017, foi alvo de dois incêndios.

Para os ambientalistas, a reserva florestal do Planalto Leste deve, pela sua importância no contexto da biodiversidade nacional e mundial, ser considerada património natural da humanidade.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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