Santo Antão: Comissão Política Regional do MpD responsabiliza PAICV pelo chumbo da proposta de lei da regionalização (c/áudio)

Ribeira Grande, 21 Abr (Inforpress) – A Comissão Política Regional de Santo Antão do Movimento para a Democracia (MpD, poder) responsabilizou o PAICV pelo chumbo da proposta de lei da Regionalização, durante uma conferência de imprensa proferida na Ribeira Grande.

O coordenador local do MpD, Agilson Delgado, que deu voz às acusações do seu partido ao maior partido da oposição, considerou que o PAICV inviabilizou a aprovação da proposta por colocar os “interesses partidários e a agenda eleitoral acima dos superiores interesses de Cabo Verde e de Santo Antão, em particular”.

Segundo a mesma fonte, o que a população de Santo Antão “não percebe” é que um deputado nacional, filho da ilha, numa semana vota a favor da proposta e na semana seguinte, “por falta de convicção”, muda de opinião, votando contra, na especialidade.

Agilson Delgado, na conferência de imprensa, afirmou que, com o chumbo da proposta de lei de regionalização, os santantonenses sentem-se “profundamente lesados” nos seus interesses, porque acreditam que, se a proposta fosse aprovada, “jamais iriam esperar, e por vezes ‘sine die’, que outros decidissem equipar um furo, manutenção de levadas e de nascentes de água ou, ainda, a manutenção de parcelas agrícolas”, entre outras.

A Comissão Política Regional de Santo Antão do MpD critica a postura da presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, que no entender dos responsáveis dessa estrutura do partido no poder na ilha de Santo Antão, “no momento da discussão da proposta de lei na Assembleia Nacional ‘entrou muda e saiu calada’, sem emitir qualquer opinião sobre a proposta”.

O MpD-Santo Antão garante que a regionalização “é uma ferramenta importante para o desenvolvimento das ilhas e das regiões” e exemplifica com a experiência da ilha de Santo Antão, nos anos 90, em que foi criada a Associação dos Municípios de Santo Antão suportada, tecnicamente, pelo Gabinete Técnico Intermunicipal (GTI).

Foi nesse período, recorda Agilson Delgado, que foram realizados “vários projectos de impacto para a ilha” e citou vários casos, nomeadamente, a electrificação rural, o hospital regional, a escola técnica do Porto Novo, o centro de Saúde do Porto Novo, as residências Estudantis da Ribeira Grande e do Porto Novo, entre outros.



HF/AA

Inforpress/Fim

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