Santo Antão com mais de 170 alambiques contribui com 20% da produção da aguardente a nível nacional

Porto Novo, 24 Mai (Inforpress) – Santo Antão, com uma área de mais de mil hectares coberta por cana-de-açúcar, dispõe, actualmente, de 173 alambiques que, entretanto, só contribuem com 20 por cento (%) da produção do grogue a nível nacional.

Dados referentes à distribuição de alambiques no arquipélago, divulgados pela Inspecção-geral das Actividades Economicas (IGAE), referem que existem em todo o país 389 unidades, 44% das quais situadas em Santo Antão, ilha que detém 80% do potencial de cana sacarina em Cabo Verde.

Ribeira Grande de Santo Antão é o concelho com maior número de alambiques em todo o território nacional (99), seguido por Paul, Ribeira Grande de Santiago e Santa Cruz, com 44, 40 e 37 unidades, respectivamente.

A nível de Santo Antão, com 1.034 hectares da área agrícola coberta por cana-de-açúcar e cuja produção anda à volta de dois milhões de litros da aguardente por ano, o município Porto Novo é o que tem menor número de alambiques (30).

A IGAE inicia a selagem, a partir de 01 de Junho, dos alambiques selados “em nome da preservação e valorização do grogue genuíno”.

A selagem dos alambiques será feita de forma progressiva, segundo a IGAE, que convida os produtores a procederem, “voluntariamente”, à suspensão da actividade “para facilitar o trabalho” dos inspectores.

Os produtores em Santo Antão salientam a “forma tranquila” como decorreu o período de industrialização da aguardente nesta ilha, marcado, este ano, pelo reforço de fiscalização por parte do IGAE.

Ainda no decorrer de 2019, o grogue que se produz em Santo Antão deverá começar a ser certificado, com vista à sua afirmação no mercado nacional e sua exportação para mercados internacionais.

A certificação do grogue de Santo Antão será possível graças à operacionalização, por parte da associação dos municípios desta ilha, do laboratório do centro de transformação agro-industrial de Afonso Martinho, em Ribeira Grande, e à aquisição de um cromatógrafo, financiado pelo Governo, em seis mil contos.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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