Santo Antão: Centro de Formação em Transformação Agro-alimentar de Afonso Martinho devolvido à sua “utilidade real” (c/áudio)

Ribeira Grande, 26 Out (Inforpress) – O presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA) considerou hoje  que o Centro de Formação em Transformação Agro-alimentar de Afonso Martinho foi devolvido à sua “utilidade real”, com a realização de uma formação técnicos de laboratório.

É que, segundo Orlando Delgado, desde a sua construção, o centro manteve-se fechado e só depois da sua entrega para gestão da AMSA, em 2017, foi possível dar passos no sentido de sua operacionalização, agora marcada pela realização desta acção de formação.

Orlando Delgado garante que a ideia é equipar o laboratório com “tudo aquilo que é exigido” para dar resposta aos “anseios dos agricultores” de Santo Antão e identifica “três grandes vertentes” a serem materializados pelo laboratório de Afonso Martinho, designadamente a certificação do grogue, a análise da qualidade da água para consumo e a certificação de produtos hortícolas.

A certificação do grogue é a vertente que a AMSA elege como a actividade principal do laboratório, que será, brevemente, equipado com um cromatógrafo, já financiado pelo Governo, como forma de garantir a qualidade do principal produto da agro-industria santantonense e do qual depende a economia local.

Trata-se de uma forma de evitar a prevaricação por parte daqueles que falsificam o grogue e produzem aguardentes sem qualidade, com recurso a matérias-primas ilegais em vez da cana sacarina que é, de acordo com a legislação nacional, a matéria-prima legal para a fabricação do grogue.

“Tudo o resto é falsificação”, disse Orlando Delgado, prometendo “dar luta” a essa prática “doa a quem doer”, como forma de evitar que as pessoas comprem “gato por lebre” e que os “agricultores sérios” sejam prejudicados por aqueles que falsificam o produto e fazem baixar os preços.

Essa acção de formação, que terminou esta quinta-feira, 25, no laboratório de Afonso Martinho, teve como objectivo “criar capacidade nacional” como forma de reduzir a dependência do exterior.

“Nós queremos criar capacidade laboratorial com técnicos devidamente treinados e capacitados, que possam responder às exigências do nosso mercado”, disse o presidente do Instituto de Gestão da Qualidade e Propriedade Intelectual, Abraão Lopes.

HF/AA

Inforpress/Fim

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