Santo Antão: Autoridades chamadas a intervir em conflito que coloca “em pé de guerra” famílias em Lombo Figueira

Porto Novo, 18 Ago (Inforpress) – Famílias em Lombo Figueira, no Planalto Leste de Santo Antão, encontram-se, actualmente, “em pé de guerra”, com ameaças com catanas e machados, situação que exige a intervenção das  autoridades policiais e municipais, como forma de evitar males maiores.

Na origem do conflito, que já desembocou em agressões, com ameaças de arma branca, entre outras situações, está a decisão de uma família em recuperar alguns terrenos onde, há quase 20 anos, foram construídas algumas pocilgas e currais para a criação de animais.

Essa família, representada por Josefa Sousa, diz ter firmado, em 1998, com a Câmara Municipal do Porto Novo uma promessa de compra e venda desses terrenos, no valor de dois mil contos, mas a edilidade nunca chegou pagar essa divida, o que levou-a a reaver as terras.

Josefa Sousa explicou que, em 2017, foi dado um prazo de um mês às famílias que têm vindo a utilizar as pocilgas e os currais para abandonar os terrenos, mas até agora nada disso tinha acontecido.

“Desde o ano passado estamos a tentar retirar essas pessoas dos nossos terrenos, já que a câmara nunca pagou os tais dois mil contos, mas recusam sair com argumento de que as terras são do Estado”, explicou, desafiando essas famílias, que criam animais nesse sítio, a provar que as terras são do domínio público.

O representante das famílias, Pedro Alcântara, informou que a  situação é de “muita aflição e desordem” que  exige a intervenção das autoridades competentes.

Avançou que as pocilgas e os currais foram destruídos e os animais maltratados pela família que diz ser proprietária dos terrenos.

“Agora, em 2018, essa família vem dizer que é proprietária dos terrenos mas, pelo menos, devia dar um prazo para essas pessoas saírem do local”, disse Pedro Alcântara, que acusa família de Josefa Sousa de ter maltratado e morto animais que estavam nas pocilgas e currais.

A Inforpress soube que, este domingo, as famílias vão ser ouvidas pelas autoridades policiais.

O presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, deve também, nos próximos dias, encontrar-se com essas famílias.

JM/AA

Inforpress/Fim

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