Santo Antão: APN chega a dois milhões de metros cúbicos de água dessalinizada fornecidos a Porto Novo em dez anos

 

Porto Novo, 11 Out (Inforpress) – A unidade de dessalinização da água do mar no Porto Novo, Santo Antão, atingirá, dentro de dois meses, data em que é assinalada dez anos de funcionamento, dois milhões de metros cúbicos de água potável, fornecidos a este município.

A unidade de dessalinização, a cargo da empresa Águas do Porto Novo (APN), criada em 2007, fruto de uma parceria público-privada, tem capacidade para produzir, diariamente, mil metros cúbicos de água e, até aos princípios de Dezembro, atingirá os dois milhões de metros cúbicos, disponibilizados “de forma continua e com qualidade”.

Esses dados, publicados pela APN, através da revista “Porto Novo”, que acaba de ser publicada pela edilidade, demonstram o contributo que esta empresa está a ter no processo de desenvolvimento socio-económico do Porto Novo, colocando à disposição do município uma água de qualidade e estimulando o surgimento de actividades económicas.

A água produzida pela APN, empresa participada, em 80% pela Águas da Ponta Preta, na ilha do Sal, foi certificada, em 2014, pela normativa “Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controlo” e, em Setembro, recebeu uma nova certificação, desta feita de modelo de gestão de qualidade.

A água produzida pela APN é vendida ao município do Porto Novo que, através do Serviço Autónomo de Água e Saneamento (SAAS), procederá à sua distribuição aos utentes.

Porém, devido às avultada dividias da autarquia para com a APN, que ultrapassam os 140 mil contos, coloca-se, neste momento, o problema de sustentabilidade da dessalinizadora, que representou um investimento na ordem dos 240 mil contos.

Segundo os responsáveis municipais, “problemas de vária ordem”, como o défice tarifário e as perdas na rede, têm impedido o município de estancar as dividas com APN.

O défice tarifário ronda, nesta altura, cerca de dois mil contos mensais, enquanto que as perdas na rede, já obsoleta, estimam-se em 45 por cento (%).

Entretanto, um encontro de contas entre o município do Porto Novo, APN e o Governo de Cabo Verde, que está, praticamente, concluído, vai reduzir, para 93 mil contos, as dívidas da edilidade com esta empresa de produção de água dessalinizada.

O encontro de contas, que vai permitir, também, a APN reduzir o seu passivo junto do Governo, consiste na alienação “onerosa” ao Estado de Cabo Verde das redes eléctricas de média e baixa tensão em Chã de Mato/Ponte Sul, São Tomé (Sul) e Tarrafal de Monte Trigo.

O Estado de Cabo Verde é credor da APN no quadro da execução do aval prestado na operação de crédito junto à instituição bancária espanhola “La Caixa”, para a montagem da dessalinizadora, na cidade do Porto Novo, em 2007.

As dividas acumuladas da autarquia com APN já levaram, por algumas vezes, o corte no fornecimento de água às populações.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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