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Santo Antão: APN aposta nas energias renováveis para reduzir custos de produção

 

Porto Novo, 02 Dez (Inforpress) – Águas do Porto Novo (APN) definiu como um dos “desafios imediatos” para a empresa a aposta nas energias renováveis como forma de reduzir os custos de produção de água dessalinizada destinada ao abastecimento público, neste município.

A APN, que assinalou, sexta-feira, com uma jornada de reflexão, os dez anos de dessalinização de água do mar no Porto Novo, aposta na redução dos custos de produção, que passará, nos próximos anos, pela instalação de um parque fotovoltaico para poder produzir a um custo baixo, com reflexos no preço final da água.

Segundo o administrador executivo da APN, Damià Pujol, que apresentou, nesta jornada de reflexão, os ganhos conseguidos, nesses dez anos de dessalinização, no município do Porto Novo, destacou a integração produção/distribuição e a melhoria da rede de distribuição como sendo outros desafios propostos pela APN, para os “tempos mais próximos”.

A rede de distribuição, instalada há quase duas décadas, apresenta graves deficiências, pelo que é necessário, “a curto e médio prazo”, se proceder à investimentos nessa infra-estrutura, tanto em termos de melhoria como a nível de extensão, tendo em conta o crescimento urbano do município.

De imediato, a APN tem tudo acertado com a Empresa de Electricidade e Água (Electra) a interligação, “nesses dias”, da unidade de dessalinização à rede pública de electricidade, uma medida que se insere, também, na perspectiva de reduzir os custos de produção.

Ou seja, a partir deste mês de Dezembro, a dessalinizadora, que nesta década funcionou com base em energia fornecida por dois geradores da própria empresa, passa a operar através da energia fornecida a partir da rede pública.

Durante algum tempo, vai-se fazer testes sobre a eficácia dessa medida e caso resulte a unidade de dessalinização, com capacidade para produzir mil metros cúbicos de água/dia, continuará a trabalhar mediante a energia eléctrica, fornecida pela rede pública, a cargo Electra.

O presidente da câmara do Porto Novo informou, todavia, que, nos encontros já realizados sobre esta matéria, chegou-se a conclusão de que a interligação com a rede pública não traz vantagens como se desejava, pelo que a APN deverá sim apostar nas energias renováveis para poder reduzir os custos de produção.

Em dez anos de funcionamento, a APN produziu 2,1 metros cúbicos de água potável.

Damià Pujol enalteceu os ganhos económicos e sociais conseguidos com a instalação da unidade de dessalinização, destacando a eliminação dos 13 chafarizes na cidade do Porto Novo e a melhoria da qualidade de vida dos porto-novenses, com a erradicação das doenças provocados pela água sem qualidade, antes consumida, proveniente de furos.

Segundo este responsável, foi possível, também, alargar a rede de distribuição de água na cidade do Porto Novo, com a montagem da unidade de dessalinização, cuja água é fornecida a um único cliente, a câmara municipal, que faz a sua distribuição aos consumidores.

JM/CP

Inforpress/Fim

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