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Santo Antão: Amupal vai retomar contactos com parceiros para montar unidade de produção de vinhos

Porto Novo, 15 Nov (Inforpress) – A Associação das Mulheres do Planalto Leste (Amupal), Santo Antão, pretende, com a melhoria da situação sanitária em Cabo Verde, retomar os contactos com os parceiros para concretizar o projecto de produção de vinhos.

Antes da chegada da covid-19 “tudo parecia bem encaminhado” para materialização do projecto, mas os contactos com os parceiros foram interrompidos por causa das dificuldades criadas pela pandemia, explicou a presidente da Amupal, Josefa Sousa.

Uma vez que os sinais apontam para  melhoria da situação sanitária no País, a Amupal, avançou a mesma fonte, acredita que há condições para retomar os contactos com os parceiros, visando a concretização do projecto, que tem vindo a ser adiado há já alguns anos.

Esta associação acredita que existe potencial para a produção de vinho no Planalto Leste, onde há uma produção de uvas que tem vindo a ser desaproveitada pelos donos dos terrenos.

A Amupal está a aproveitar as condições criadas no quadro do projecto sobre sistemas agro-florestais em Santo Antão, promovido pela Associação para a Defesa do Património de Mértola, Portugal, para produzir uvas, através do campo experimental, instalado neste planalto.

“A ideia é ter, no futuro, a nossa própria produção de uvas”, avançou a presidente da Amupal, associação que já dispõe de uma unidade de produção de sumos, doces, compotas e licores, comercializados com selo de origem para os produtos e serviços de Santo Antão.  

Esta organização, segundo Josefa Sousa, até à chegada da pandemia, estava a discutir com “alguns parceiros” em Cabo Verde, mais concretamente na ilha do Fogo, e, também, em Portugal, a possibilidade de montagem da unidade de produção de vinho.

Os agricultores em Santo Antão acreditam que esta ilha tem “potencial” para desenvolver pequenas unidades de produção de vinhos, caso se aposte na reabilitação das plantações de uvas existentes em diversas localidades.

A Amupal já admitiu a possibilidade de poder exportar os seus produtos transformados para o mercado europeu, a partir da França.

A responsável desta associação informou que já existe interesse, sobretudo, da diáspora cabo-verdiana na França nos produtos da Amupal, existindo já contactos para a exportação destes mesmos produtos para aquele país europeu.

Os produtos fabricados pela Amupal dispõem já do selo de origem atribuídos aos produtos genuínos da ilha de Santo Antão e estão em vias de conseguir mais um certificado,  desta feita do selo SPG (sistema participativo de garantia aos seus produtos), destinado a produtos originários dos parques naturais de Santo Antão.

O selo SPG, que surge no quadro do projecto sobre agro-ecologia como instrumento para a conservação da paisagem terrestre e para a resiliência das comunidades rurais em Santo Antão, pode facilitar a exportação, acredita a responsável.

Esta certificação, conforme a Amupal, abre “boas perspectivas” em termos de mercado no País e além-fronteiras e cria possibilidade dos produtos desta organização participarem em feiras nacionais e internacionais.

JM/AA

Inforpress/Fim

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