Santo Antão: AMSA considera dramático facto de Santo Antão continuar a perder “parte importante” da sua população

 

Porto Novo, 24 Jun (Inforpress) – O presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA) alertou, sexta-feira, ao primeiro-ministro para a necessidade de o Governo, em parceria com as autarquias, desenvolver políticas que impeçam esta ilha de continuar a perder a sua população.

Orlando Delgado, que falava no acto de inauguração dos escritórios da empresa Spencer Andrade Construções, na cidade do Porto Novo, defendeu que o desemprego e a pobreza que afectam Santo Antão faz com que esta ilha esteja a perder “parte importante” da sua população, uma situação que o autarca considera “dramática”.

Santo Antão perdeu em dez anos (entre 2000 e 2010) cerca de quatro mil pessoas, correspondentes a sete por cento (%) da sua população, facto que, segundo os autarcas, resulta de “más políticas” de desenvolvimento de que a ilha tem sido alvo, ao longo dos anos.

A manter-se essa tendência da perda da sua população, “o futuro de Santo Antão está comprometido”, segundo os responsáveis municipais, avisando que, até 2030, a ilha pode perder mais dez mil pessoas.

Aproveitado a presença do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, nesse acto, Orlando Delgado disse que Santo Antão precisa estancar a saída dos jovens desta ilha, para Boa Vista e Sal, “à procura de uma vida melhor”, tendo pedido ao Governo para trabalhar com os municípios no incremento de políticas que levem à criação de empregos e criação de riqueza, nesta ilha.

A execução de políticas que visem, nos próximos cinco anos, estancar e, se possível, inverter, a tendência da perda da população em Santo Antão constitui “um grande desafio” para os municípios santantonenses e Governo, segundo o edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca.

Ulisses Correia e Silva, que, este sábado, cumpre o terceiro dia de uma visita de uma semana a Santo Antão, afincou que o seu Governo definiu “como opção reanimar os pequenos negócios” em Cabo Verde, a começar pela construção civil, que “está a fazer toda a diferença”, com dinamização da economia, a nível da ilha.

Essa medida vai permitir a criação de empregos e a fixação das populações nas suas comunidades, explicou o chefe do executivo.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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