Santo Antão: Água potável chega ao Planalto Leste em finais de Novembro num investimento de 250 mil contos

 

Porto Novo, 11 Nov (Inforpress) – A água potável chegará, ainda em Novembro, ao Planalto Leste de Santo Antão com a inauguração do projecto de abastecimento à localidade, cuja população enfrenta ao longo de, praticamente, todo do ano, penúria do liquido precioso.

A inauguração deste projecto, aguardado com “enorme  expectativa” pelas comunidades do Planalto Leste, deve ocorrer em finais de Novembro, conforme a Associação dos Municípios de Santo Antão, que já prepara, com o Governo e o Millenium Challange Account (MCA), entidade financiadora, o acto inaugural.

O projecto de abastecimento de água do Planalto Leste de Santo Antão insere-se num pacote de investimentos em curso nesta ilha financiado em 253 mil contos, no âmbito do II compacto do MCV.

O projecto abarca ainda o vale do Paul e Costa Leste da Ribeira Grande a nível de melhoria e extensão dos sistemas de abastecimento de água às respectivas populações.

No Paul, o projecto vai permitir a eliminação dos sistemas de bombagem de água através de energia convencional, passando a produção a ser feita por gravidade, enquanto na Costa Leste e Planalto Leste os investimentos consistem na construção de estações de bombagem e canalização.

Para os municípios santantonenses, os investimentos financiados através do MCA foram pensados para resolver os problemas de água e ambiental que Santo Antão enfrenta, graças às intervenções nas redes e captações e, consequentemente, à melhoria da qualidade da água e redução das perdas.

A Associação das Mulheres do Planalto Leste (Amupal) enaltece a importância do projecto para essa localidade que, ao longo do ano, enfrenta a crise de água, realçando o facto de as comunidades passarem, em breve, a consumir água de qualidade, canalizada a partir do concelho da Ribeira Grande.

Entretanto, várias famílias nesse planalto não têm “as mínimas condições” para dispor de água canalizada nas suas casas, segundo um inquérito realizado no âmbito deste projecto.

Pelo menos 18 famílias vulneráveis em Lombo Figueira, Ribeirão Fundo e Águas das Caldeiras não têm “quaisquer condições” para ter água nas torneiras das suas residências, com a conclusão do projecto, devendo os municípios e instituições de cariz social, como a Amupal e Morabi, procurar formas de auxiliar esses agregados familiares.

JM/AA

Inforpress/Fim

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