Santo Antão: Agricultura de sequeiro perdida na Ribeira das Patas para “desânimo” dos agricultores – líder associativo

 

Porto Novo, 27 Set (Inforpress) – A Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP), no Porto Novo, Santo Antão, alertou hoje para o facto da cultura de sequeiro, designadamente do milho e da batata comum, estar “já praticamente perdida” nesta povoação.

O presidente da DIRP, Arlindo Delgado informou que, dada a demora na queda de novas precipitações, as sementeiras efectuadas em Agosto são já dadas como “praticamente perdidas”, numa altura em que “é evidente o desânimo” no seio dos agricultores.

No entender deste responsável, perante a ameaça de mais um mau ano aerícola em todo o concelho do Porto Novo, o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) deve, desde agora, adoptar medidas de apoio as famílias que investiram “tudo o que tinham” nas sementeiras do mês passado.

Arlindo Delgado defende a necessidade de o Governo reforçar o emprego público nessa localidade, com cerca de 3.500 habitantes, para socorrer as famílias que já perderam “quase tudo” na faina agrícola deste ano.

A demora na queda de novas chuvas no Porto Novo está a desalentar os agricultores locais, que já falam em “mais um ano difícil”, neste concelho.

No Planalto Norte, os camponeses, que se dizem “desanimados”, abandonaram já os trabalhos de monda e “se preparam para o pior”, ou seja, para “mais um mau ano agrícola, segundo o responsável dessa localidade, Manuel Lima.

Ainda nesse planalto, uma das zonas mais fustigadas pela seca que, nos últimos anos, tem assolado o concelho do Porto Novo, o gado enfrenta já a escassez de pasto, havendo já casos de animais mortos por esse motivo.

Na zona Sul do Porto Novo, os agricultores começam, também, a ficar preocupados com o atraso de novas precipitações.

Porto Novo, o concelho mais árido da ilha de Santo Antão, e onde as precipitações são muito aleatórias, foi bafejado, em finais de Agosto, por “uma boa chuva” que trouxera alguma esperança para os camponeses.

Desde essa altura não se registaram mais precipitações, estando já “praticamente” perdidas as sementeiras do milho em todas as zonas de sequeiro, para a aflição dos camponeses.

JM/CP

Inforpress/Fim

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