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Santo Antão: Agricultores “precisam lutar” para resolver problema de mercado para produtos agrícolas desta ilha – responsável

 

Porto Novo, 15 Set (Inforpress) – Os produtores agrícolas de Santo Antão devem continuar a “lutar” para que seja ultrapassado o problema do mercado para os excedentes desta ilha, que continua sujeita a um embargo, imposto há 33 anos.

A posição é do delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) no Porto Novo, Joel Barros, que exortou os agricultores santantonenses a “lutarem” para que o problema de mercado para os produtos agrícolas desta ilha se resolva.

“O acesso ao mercado é difícil. Santo Antão é uma lha produtora mas tem dificuldades de acesso ao mercado. A ilha continua sujeita a um embargo que impede, infelizmente, os produtos chegarem, com facilidade, aos maiores mercados consumidores”, explicou o delegado do MAA no Porto Novo.

Joel Barros, que falava, esta quinta-feira, no acto de assinatura do contrato para a montagem de um sistema fotovoltaico no furo de água em Ribeira Fria, interior do Porto Novo, entende que “é preciso lutar” para que os produtos agrícolas oriundos de Santo Antão possam chegar, sem limitações, aos mercadores consumidores, em Cabo Verde.

À semelhança dos produtores, Joel Barros, também, já pediu aos deputados nacionais eleitos por Santo Antão para articularem “esforços” no sentido de levar o Governo a suspender a quarenta vegetal a que têm estado submetidos, há mais de três décadas, os produtos agrícolas desta ilha.

O Governo admite a possibilidade de levantar, parcialmente, o embargo decretado desde 1984 em Santo Antão , por causa da praga dos mil pés, medida que, segundo os agricultes, tem “estrangulado” a agricultura, nesta ilha.

Os produtos cultivados nas zonas agrícolas ainda livre dos mil pés podem, em breve, começar a ser exportados, sem restrições, para os mercados nacionais, uma questão que, segundo o primeiro-ministro, já está a ser analisada pelo executivo.

Tarrafal de Monte Trigo, Martiene, Chã de Norte, Chã de Branquinho são alguns dos vales ainda livres dos mil pés, cujos excedentes, além das ilhas turísticas, podem passar a ser exportados para outros mercados nacionais, designadamente para Santiago.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, durante uma recente visita a Santo Antão, reiterou a intenção do Governo de “estudar os mecanismos e ver a possibilidade” de levantar parcialmente o embargo, permitindo que os produtos provenientes desses vales circulem livremente em Cavo Verde.

O MAA está, igualmente, a criar as condições para o melhor aproveitamento do centro de expurgo do Porto Novo, em funcionamento há cinco anos, período em que essa infra-estrutura tratou perto de 500 toneladas de produtos, um quantidade “muito aquém” das expectativas.

A má localização desse centro, que fica nos arredores da cidade do Porto Novo, tem sido a principal razão da seu sub-aproveitamento, segundo o MAA, que já iniciou o processo com vista à deslocalização desse espaço para a zona portuária, onde servirá melhor os agricultores.

O edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, já pediu também que ” a questão do embargo” seja revista “mais profundamente”, a bem do futuro da agricultura em Santo Antão.

A praga dos “mil-pés” surgiu em Santo Antão nos finais dos anos 70, vinda da Europa, em plantas de jardim, trazidas por um agricultor santantonense.

Com a sua proliferação, e como forma de impedir o seu alastramento às outras ilhas, as autoridades decretaram, em 1984, o embargo aos produtos agrícolas de Santo Antão, medida que foi sempre contestada pelos agricultores.

Os agricultores santantonenses dizem não entender porque os produtos agrícolas de Santo Antão não podem ser exportados, mas que a ilha continua a “importar pragas” provenientes das outras regionais agrícolas do pais.

Para os lavradores, a agricultura, enquanto principal actividade económica de Santo Antão, entrou em “claro declínio” com o embargo, devido à perda de mercado.

Dentro de 70 dias, o furo da Ribeira Fria, com um caudal de 144 metros cúbicos/dia, passará a funcionar com base em energia solar, o que vai reduzir os custos de produção com reflexos no preço final da água para consumo e rega.

A instalação dos painéis solares, que se insere no quadro de um projecto financiado em mais de cinco mil contos pelo programa Oportunidades (Poser), estará a cargo da empresa Lobo Solar.

O MAA prevê, até 2018, equipar com painéis solares os seis dos 16 furos activos no concelho do Porto Novo, ainda sem esse tipo de equipamentos, com vista a reduzir os custos de água para a agricultura.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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