Santo Antão: Adiada manifestação solidária de apoio a Amadeu Oliveira

Ribeira Grande, 06 Set (Inforpress) – A manifestação solidária de apoio ao advogado Amadeu Oliveira, inicialmente prevista para a tarde desta terça-feira, 06, nas principais artérias da cidade da Ribeira Grande, Santo Antão, foi adiada devido às condições meteorológicas.

Em nota enviada à Inforpress, a organização explicou que toda a logística dessa manifestação, já estava montada, entretanto, devido ao estado do tempo (chuvas e relâmpago) não vai ser possível a realização da mesma.

“Nesta situação, não podemos brincar com a natureza. Até porque, os cartazes iriam molhar, o próprio som seria uma insegurança para as pessoas e dos motoristas-auto.” lê-se na nota.

Entretanto, conforme a nota, a organização garantiu que “não vão” desistir dessa acção de luta, em prol deste ilustre filho da ilha de Santo Antão e prometeram “posteriormente” realizar a manifestação “logo” que as condições “permitir”.

O advogado Amadeu Oliveira, cujo julgamento decorre em São Vicente, é acusado de um crime de atentado contra o Estado de Direito, um crime de coacção ou perturbação do funcionamento de Órgão Constitucional e dois crimes de ofensa a pessoa colectiva.

Foi detido no dia 18 de Julho de 2021 e, dois dias após a detenção, o Tribunal da Relação do Barlavento, sediado em São Vicente, aplicou a prisão preventiva ao então deputado nacional eleito nas listas da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) pelo círculo eleitoral de São Vicente.

No dia 14 de Fevereiro, como resultado de uma Audiência Preliminar Contraditória, Amadeu Oliveira foi pronunciado nos crimes que vinha acusado e reconduzido à Cadeia Central de São Vicente, onde continua em prisão preventiva.

Em 29 de Julho, a Assembleia Nacional aprovou, por maioria, em voto secreto, a suspensão de mandato do deputado, pedida em três processos distintos pela Procuradoria-Geral da República (PGR), para o poder levar a julgamento.

Em causa estão várias acusações que fez contra os juízes do Supremo Tribunal de Justiça e a fuga do País do condenado inicialmente a 11 anos de prisão por homicídio – pena depois revista para nove anos – Arlindo Teixeira, em Junho do ano passado, com destino a Lisboa, tendo depois seguido para França, onde está há vários anos emigrado.

Arlindo Teixeira era constituinte de Amadeu Oliveira, forte contestatário do sistema de Justiça cabo-verdiano, num processo que este considerou ser “fraudulento”, “manipulado” e com “falsificação de provas”.

Amadeu Oliveira assumiu publicamente, no parlamento, que planeou e concretizou a fuga do condenado, de quem era advogado de defesa, num caso que lhe valeu várias críticas públicas.

LFS/ZS

Inforpress/Fim

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