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Santiago: Trabalhadores do sector informal criam sindicato com olhos postos na economia formal

 

Cidade da Praia, 24 Out (Inforpress)- Os trabalhadores do sector informal estão a partir de hoje organizados em Sindicato de Serviços dos Trabalhadores domésticos e informais (SSTDI), que os vai ajudar no processo da transição da economia informal para o formal.

Esta organização foi criada no final de um seminário sobre “Transição da Economia Informal para o Formal” que se realizou na Cidade da Praia, e que contou também com a participação de delegados do sector informal dos municípios de Santa Catarina e de Santa Cruz.

Com 93 por cento dos votos, Raica Garcia foi eleita como a nova presidente deste sindicato, que pretende organizar essas pessoas que estão na informalidade para que juntos possam lutar para os seus direitos, respeito, liberdade sindical, diálogo social e melhores condições de vida e de protecção social.

“Se não unirmos não conseguiremos ir aonde precisamos, por isso o nosso objectivo foi sempre lutar para a criação de melhores condições de vida. Vamos tentar ajudar para que eles se organizem e façam a transição do sector informal para o formal, sabendo de todas as vantagens que isto tem”, disse.

A sindicalista acrescentou esses vendedores não têm um salário digno, não têm previdência e estão expostos a qualquer tipo de doença relacionada com as condições climáticas, por isso, o sindicato vai agora, no terreno, conhecer de perto todos os problemas que eles enfrentam.

O próximo passo, informou, é a realização de conferências e acções de formação, em toda a Ilha de Santiago, para que esta organização tenha uma abrangência a nível nacional.

Presente na cerimónia de encerramento, a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde-Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, congratulou-se com esta organização, pois, segundo disse, era urgente a organização do sector informal.

De acordo com dados estatísticos, a economia informal em Cabo Verde tem um peso importante, quer na formatação da riqueza nacional, quer na criação de emprego.

O país, segundo dados do INE, conta com mais que 34 mil unidades de produção informal, sendo que 71% de pessoas que trabalham no sector não pagam impostos e aproximadamente 61% por cento não estão dispostas a declarar as suas actividades.

AM/JMV

Inforpress/Fim

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