Santiago Sul: Motoristas profissionais paralisam transportes públicos em reivindicação de direitos

Cidade da Praia,19 Out (inforpress) – Cerca de 300 condutores profissionais de Hiace (pequenos autocarros públicos) manifestaram-se hoje nas ruas da Cidade da Praia, promovendo um desfile de carros para reivindicarem os seus direitos.

A manifestação que já tinha sido anunciada pelo Sindicato Nacional de Condutores Profissionais (SINCOP) visando reivindicar os seus direitos, deu lugar a um desfile dos Hiaces pelas artérias da Cidade da Praia, em sinal de descontentamento pela situação reinante.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional de Condutores Profissionais (SINCOP), Domingos Tavares, uma greve de 24 horas está a decorrer em toda a ilha de Santiago, mas garante que, se as autoridades competentes não resolverem os seus problemas, vão voltar à greve, desta feita por um período de uma semana.

Sublinhou, contudo, que o serviço mínimo está a ser garantido, embora tenham enviado uma carta “a quem de direito” negociando os termos desse serviço, sem que ninguém se dignasse responder ao SINCOP.

Sendo assim, estamos a praticar um serviço mínimo, digamos, “sem nenhum controlo”, explicou, sublinhando, que não é competência do sindicato definir os moldes de serviço mínimo.

Tavares, lembrou, no entanto, que a manifestação engloba todos os outros condutores profissionais, apesar de que desta vez só os motoristas de Hiace estão a participar da paralisação, isso para não criar bastante engarrafamento no trânsito e aglomeração de pessoas, mas promete que da próxima vez os taxistas vão entrar também em cena.

Por sua vez, um dos grevistas o condutor Rui Sanches Vieira, mostrou o seu descontentamento afirmando que “já chega de tamanha injúria”. Durante 24 horas nenhum condutor irá trabalhar, a não ser os que prestam o serviço mínimo, asseverou.

Conforme explicou, faz já oito meses que as autoridades estipularam que a lotação máxima para os Hiace é de 8 (oito lugares).

A lotação normal era de 14/15 lugares, mas foi diminuída para 8 devido à pandemia da Covid-19, o que é compreensível. Contudo, o preço do seguro, combustíveis e manutenção continuou na mesma, com os prejuízos advenientes. Por isso, realçou que já é tempo de darem um “basta” numa só voz, apelando à normalização da lotação dos passageiros.

Rui Sanches Vieira, realçou, por outro lado, que vários condutores que não trabalham por conta própria, já foram para ao desemprego por motivo do fraco rendimento, o que levou os proprietários fechar as suas viaturas.

Conforme apurou a Inforpress, por detrás desta manifestação e greve estão vários problemas que os condutores consideram que é preciso resolver com urgência, nomeadamente a suspensão de cobrança de licença e imposto referente ao ano de 2020, melhoramento do piso na paragem de Sucupira (terminal de Hiace na Cidade da Praia), apoio na inserção social, normalização da lotação de passageiros, entre outros.

DM/FP

Inforpress/ FIM

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