Associação de treinadores diz que classe e jogadores ficaram à margem da decisão de paralisar o futebol

Cidade da Praia, 20 Fev (Inforpress) – O delegado da  Associação  dos Treinadores do Futebol de Cabo Verde (ATFCV), Nataniel Pires, disse hoje que a decisão de paralisar o futebol não reflecte a vontade e  a necessidade  de jogadores e treinadores de Santiago Sul.

Num post na página da ATFCV na rede social Facebook, Nataniel Pires apontou que essa decisão abre  espaço para o abandono do futebol, seja “dos mais experientes, prologando o tempo de paragem, ou dos mais novos, por abrir espaço para o álcool, outras drogas, delinquência juvenil e outros estilos de vida contrários” aos promovidos pelo desporto.

Da mesma forma,   acrescentou, essa quebra física e competitiva conduzirá à migração dos agentes desportivos para outras paragens, desmotivação dos que ficam  e desvalorização dos jogadores e do futebol da região desportiva.

“Portanto, tenham a coragem de assumir a responsabilidade de defender o interesse do  futebol  e dos jogadores (…) retomando a ardente luta que sempre tiveram para o desenvolvimento da modalidade, com mais ou menos condições” apelou Nataniel Pires, que é também treinador da Académica da Praia.

No entanto, Nataniel Pires disse estranhar a paralisação da competição oficial em algumas regiões desportivas quando há permissão das autoridades de saúde  e com a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) a assumir  todos os custos.

“Se não  são os clubes a arcarem com as despesas, como assumido publicamente, porque paralisar o futebol, será mesmo uma questão de falta de condições ou de interesse”, questionou Nataniel Pires.

Por outro lado, o delegado da ATFCV questionou o facto de haver jogos organizados  nos bairros e torneios municipais, em detrimento das competições oficiais.

“Há maior eficácia na prevenção e contenção num contexto de clubes e competições  oficiais”, concluiu.

Os clubes de futebol da Associação Regional de Futebol de Santiago Sul (ARFSS) votaram contra a retoma da época desportiva nesta que é a maior região desportiva do País, alegando falta de condições infra-estruturais, financeiras e sanitárias.

A decisão saiu de uma reunião realizada na passada sexta-feira, 12, que contou com a presença de 19 das 22 equipas filiadas, em que 14 clubes votaram contra a retoma da época, quatro se abstiveram e um não se manifestou.

OM/AA

Inforpress/Fim 

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