Santiago: Santa Catarina tem 230 doentes mentais identificados e praticamente todos estão controlados – responsável

 

Assomada, 10 Out (Inforpress)- A responsável pelo Gabinete de Saúde Pública de Santa Catarina, Madalena Monteiro, revelou hoje que no concelho existem 230 doentes mentais, sublinhando no entanto que todos estão identificados e controlados, salvo um ou outro.

A enfermeira Madalena Monteiro apresentou estes números hoje, à margem de um debate em comemoração ao Dia Mundial da Saúde Mental , assinalado hoje e dedicado ao tema “Saúde Mental no local Trabalho”..

“Temos muitos doentes, mas estão todos identificados e controlados, salvo um ou outro que estão a deambular pelas ruas da cidade de Assomada”, afirmou a responsável, considerando de “normal os mesmo estarem nas ruas, isto porque, ressalvou ” é um direito deles e não podem ser enclausurados”, citando recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dos que estão na rua, Madalena Monteiro reconheceu que alguns podem estar descompensados, reiterando que em Santa Catarina os doentes mentais estão “bem controlados”, apresentando-se às consultas trimestrais ou mensalmente, de acordo com o seu estado e situação e que um dia dedicado a eles, ou seja, todas as terças-feiras de cada mês.

No encontro de todas as terças-feiras de cada mês, todos os doentes mentais, acompanhados dos seus familiares, vão à Delegacia de Saúde para serem tratados num espaço criado para o efeito.

A responsável informou que o espaço não é de tratamento, mas de acolhimento, estando na forja a criação de um lugar apropriado para esse tratamento, no Hospital regional Santa Rita Vieira.

Fez saber ainda que os que não podem se deslocar à Delegacia de Saúde, recebem visitas domiciliárias dos profissionais de saúde.

Segundo Madalena Monteiro, os doentes mentais não “pagam nada” para os cuidados médicos, explicando que o tratamento dispensando segue as indicações médicas e do psiquiatra, sendo que uns recebem terapia baseada em medicamentos e outros abordagens feitas por outros profissionais da saúde, como psicólogos e clínicos gerais.

Por seu turno, a psicóloga clínica Ercília Carvalho lembrou que a OMS defende que os internamentos das pessoas com problema de saúde mental devem ficar sempre como o último recurso, em casos agudos, em que os pacientes não estão compensados.

Segundo advogou, logo quando os pacientes voltem ao seu estado de compensação devem voltar para as suas famílias, comunidade e aí continuar a fazer o tratamento e seguimento.

De acordo a OMS, quase um em cada 10 pessoas no mundo sofre de doença mental, um número dramático, segundo a organização, sendo a depressão a doença mental mais comum, apontada como uma causa de importante incapacidade.

A OMS informa que aproximadamente um em cada 100 pessoas sofre de esquizofrenia.

As doenças mentais afectam, segundo a OMS, mais de 400 milhões de pessoas em todo mundo, destacando que 75% e 85% das pessoas que sofrem desses males não têm acesso a tratamento adequado.

FM/JMV

Inforpress/Fim

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