Santiago: “Reabilitação da Igreja de Santa Catarina eterniza a nossa história e identidade” – primeiro-ministro (c/áudio)

Assomada, 21 Nov (Inforpress) – O primeiro-ministro defendeu hoje que a reabilitação da Igreja de Santa Catarina, também conhecida por “Igreja Baxu”, erguida no século XIX, eterniza a “história e a identidade” do País e daquele município do interior de Santiago.

Ulisses Correia e Silva falava em declarações à imprensa, à margem da entrega das chaves da Igreja de Santa Catarina, situada na localidade de Cruz Grande, que foi reabilitada no âmbito do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA), num investimento de 33 mil contos.

“É a reabilitação de uma igreja que tem história e que é uma identidade de Santa Catarina, mas de todos os católicos e também de todos os cidadãos de Santa Catarina. A forma como foi reabilitada e recuperada eleva nível de autoestima dos santa-catarinenses e funcionalidades em condições muito melhor”, notou, destacando a beleza e a qualidade da infra-estrutura religiosa, ora inaugurada.

No seu entender, essas intervenções de recuperação e reabilitação de patrimónios religiosos além de criar valor para a Igreja e a comunidade santa-catarinense a nível de bens, vão, igualmente, criar valor para o turismo e para a economia local.

O chefe do executivo lembrou que de 2017 a esta parte no âmbito do PRRA – Eixo IV – Reabilitação do Património Histórico, Cultural e Religioso, o Governo que lidera investiu um pouco por todo o país na recuperação de cerca de 24 patrimónios históricos, culturais e religiosos, entre os quais 11 da Igreja Católica e três da Igreja do Nazareno.

E como forma de valorizar a “história e a identidade” do País, Ulisses Correia e Silva garantiu que o Governo vai continuar a fazer investimentos na recuperação, restauro e recuperação de patrimónios históricos, culturais e religiosos quer no âmbito do PRRA e do Plano Operacional do Turismo (POT).

O cardeal Dom Arlindo Furtado, por seu lado, considerou “importante” as intervenções feitas nessa igreja “histórica e emblemática” que se encontrava degradada e que precisava de intervenções profundas.

“As intervenções do Governo foi uma oportunidade e bem-vinda, porque nós depois da construção do Centro Paroquial não tínhamos condições de pegar nessa obra, mas, o Governo fez isso e fez bem, porque isto está ao serviço da comunidade de Santa Catarina que é também uma comunidade muito importante”, notou.

De entre as intervenções feitas, destacou a criação de mais espaços, melhoria do sistema de iluminação, arejamento e criação do coro.

Nas obras levadas a cabo pelo Governo, coordenadas pelo ministério das Infraestruturas, do Ordenamento do Território e Habitação, do eixo IV – Reabilitação do Património Histórico, Cultural e Religioso, foram feitas ainda demolição, ampliação do transepto, criação do bloco de apoio na parte posterior com o acrescento da sacristia, casas de banho e zonas de arrumos.

As mesmas contemplaram substituição da cobertura em telha marselha com forro em madeira pinho, das portas e janelas, do piso em ladrilho de mármore e madeira e das luminárias, aumento do pé direito do presbitério, criação do mezanino, pintura interior e exterior, instalação sonora e eléctrica, iluminação e calcetamento exterior.

Não obstante a demora na conclusão das obras deste património religioso, que o Governo justificou com o impacto económico da covid-19, Dom Arlindo Furtado congratulou-se com a entrega das chaves nas vésperas das festividades do Dia do Município e da santa padroeira Santa Catarina, que comemora os 188 anos no próximo dia 25 de Novembro.

Da parte da Igreja comprometeu-se a fazer de tudo para preservar o espaço, e acredita que os paroquianos, que tiveram “paciência” e esperaram “muito tempo” para voltarem a celebrar a eucaristia nessa igreja e contribuíram com mobiliários, vão saber valorizá-la.

Por sua vez, a presidente da câmara, Jassira Monteiro, notou que a obra que foi entregue aos paroquianos no âmbito das festividades de Santa Catarina, que terão o seu ponto alto no dia 25 de Novembro com procissão e missa em honra da santa padroeira, está à altura deste município santiaguense.

“É uma obra que vai entrar no nosso acervo da oferta turística e cultural, portanto um património que só nos honra e orgulha enquanto santa-catarinenses”, concretizou a autarca santa-catarinense.

FM/CP

Inforpress/Fim

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