Santiago Norte: Chuvas trouxeram água para as barragens e renovam esperança num bom ano agrícola

Pedra Badejo, 14 Set (Inforpress) – A chuvas caídas no fim-de-semana em todo o País renovaram a esperança dos agricultores de Santiago Norte, trazendo água para as barragens da região, principalmente a de Poilão, em São Lourenço dos Órgãos, que estava seca.

As chuvas, que há três anos que não caia em abundância como se assistiu nos últimos dias, causaram alguns estragos, como cortes de estradas, desabamento de muros e alagamentos, mas o sentimento dos homens do campo é de alegria.

Pois, depois de três anos consecutivos de seca, voltaram a ver água a correr nas ribeiras e todas as barragens da região, nomeadamente a de Poilão, no município de São Lourenço dos Órgãos, de Saquinho, Santa Catarina, de Faveta, São Salvador do Mundo, de Flamengos e Ribeira de Principal, em São Miguel, e de Figueira Gorda, Santa Cruz, a conservar as águas decorrentes das cheias.

No município de Santa Cruz, várias famílias amanheceram hoje nas ladeiras a lançar sementes à terra molhada, isso porque no concelho ainda não tinha chovido o suficiente, fazendo muitos agricultores esperarem por mais chuvas para fazerem a sementeira, com medo de perderem as poucas sementes que restam, devido a três anos de seca.

Entretanto, os que semearam antes já podem iniciar a monda, isso porque o milho já nasceu e ladeira está coberta de verde das palhas.

Nos arredores da barragem de Poilão a Inforpress encontrou José Tavares e a sua família a fazerem sementeira confiantes num bom ano agrícola, cientes de que são necessárias mais chuvas.

“Espero que de agora em diante as coisas corram bem porque estamos a semear com coragem e confiança nas chuvas”, mostrou.

Este agricultor assegurou que a barragem vai trazer muitos benefícios, estimulando a massificação da agricultura de regadio na região para que “daqui a uns dois dias haja a abundância dos produtos agrícolas”.

Porém, defendeu que é necessário pensar em estratégias de gestão da água dessas infra-estruturas, tendo em conta o cenário da seca vivido nos últimos tempos.

“A barragem está a reter água e penso que com mais chuvas daqui a uns dias se vai começar a lavrar a terra, para que as coisas melhorem e os produtos aumentarem no mercado”, manifestou.

Este agricultor perspectiva lavrar na sua propriedade no arredor da barragem de Poilão, introduzindo várias espécies de plantas leguminosas e frutíferas de forma a gerar rendimentos para a sua família.

WM/CP

Inforpress/Fim

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