Santiago Norte: “As pessoas não doam sangue por falta de conhecimento e dos procedimentos” – ministro da Saúde (c/áudio)

Assomada, 14 Jun (Inforpress) – O ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, destacou hoje em Assomada a solidariedade dos cabo-verdianos, e afirmou que as pessoas não doam sangue por falta de conhecimento de como proceder para fazerem a doação.

O titular da pasta da Saúde falava à imprensa após presidir às actividades comemorativas do Dia Mundial do Doador de Sangue, que se assinala hoje, sob o lema “Dar sangue é um acto de solidariedades, junte-se ao esforço/movimento e salve vidas!”.

“Nós queremos aumentar o número de doações benévolas de sangue. Estou em crer que o espírito de solidariedade inerente ao próprio cabo-verdiano e da consciencialização vai nos ajudar a atingir esta meta”, vaticinou.

“Não doar sangue não é por outra razão que por falta de conhecimento e dos procedimentos (…)”, defendeu, acreditando que, com as informações que vão continuar a serem divulgadas, as pessoas vão poder também aderir em maior número à doação de sangue a nível nacional, e neste particular na Região Sanitária Santiago Norte (RSSN).

Por tudo isso, o ministro da Saúde disse não ter dúvidas que, nos próximos tempos, Santiago Norte vai ter o aumento da percentagem de doadores voluntários e benévolos de sangue.

Durante a entrevista, o titular da pasta da Saúde assim como os vários doadores voluntários e benévolos de sangue deixaram uma mensagem sobre a importância da doação de sangue para salvar vidas.

Na ocasião, Arlindo do Rosário, que reforçou o apelo e convocou as pessoas para doarem sangue, revelou que mesmo com a pandemia da covid-19 não houve a nível nacional uma queda de número de doações de sangue, informando que foram cerca de 3.800 doações realizadas em 2021.

No caso particular de Santiago Norte, disse que a região está mais ou menos a 50 por cento (%) daquilo que se quer de doações benévolas de sangue.

“Há que diferenciar o que é doação benévola de sangue e da doação que é feita a pedido dos familiares. A doação benévola de sangue é aquela que espontaneamente o doador se dirige a uma estrutura de saúde para fazer a doação”, esclareceu o ministro.

A RSSN, segundo avançou à Inforpress o responsável do Banco de Sangue da RSSN, Carlos Martins, tem inscritos 1.800 doadores voluntários e benévolos de sangue, número que considerou “insuficiente” para as suas necessidades.

É que, segundo ele, para que possam conseguir garantir o ‘stock’, 50 por cento (%) dos 1.800 doadores voluntários teriam que doar o sangue pelo menos duas vezes por ano, tendo em conta que 60% de doadores que apoiam os seus serviços são familiares dos doentes.

“Queremos no próximo ano ter pelo menos 60% de doares voluntários de sangue na RSSN”, vaticinou, informando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que uma doação para ser segura e de qualidade tem que ter 100% de doadores voluntários.

As actividades comemorativas ao Dia Mundial do Doador de Sangue foram promovidas pela RSSN, e o acto central teve como palco a Praça Central da cidade de Assomada, no concelho de Santa Catarina (Santiago).

A iniciativa teve como objectivo homenagear aqueles que de forma benévola doam o seu sangue a favor dos doentes, sem esperar nenhuma retribuição e ainda teve como foco sensibilizar e criar a consciência sobre a necessidade de se continuar a trabalhar a questão da dádiva voluntária e sistemática.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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