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Santiago: “É preciso repensar o modelo do turismo implementado nos últimos 30 anos” – presidente da AMS

Pedra Badejo, 16 Nov (Infopress) – O presidente do Conselho Directivo da Associação dos Municípios de Santiago (AMS) afirmou hoje que o modelo do turismo implementado há 30 anos em Cabo Verde tem que ser repensado, porque o mesmo tem promovido desenvolvimento desequilibrado.

Carlos Silva, que dissertava sobre “Poder local e turismo” no fórum “Turismo cultural na ilha de Santiago”, que decorreu hoje em Pedra Badejo, Santa Cruz, reconheceu, por um lado. Que o turismo tem crescido a economia, mas, por outro, vincou que o sector tem criado a pobreza.

Por isso, o responsável afirmou que é necessário repensar o modelo do turismo implementado nos últimos 30 anos em Cabo Verde, sustentando que apenas as ilhas do Sal e da Boa Vista, que têm 10 por cento (%) da população cabo-verdiana, suportam aproximadamente 90% dos negócios ligado ao turismo.

O também presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz lamentou o facto de a ilha de Santiago, com mais de metade da população cabo-verdiana, estar fora desse negócio ligado ao sector do turismo, não obstante ter a vocação e ser a “mais completa” para a promoção do turismo em Cabo Verde.

Por outro lado, não obstante ter admitido que o turismo é o “motor” de desenvolvimento de Cabo Verde, Carlos Silva questionou se essa economia gerada pelo sector está sendo bem distribuída.

Se tal não acontecer, alertou que não se vai ter um “desenvolvimento desequilibrado”, e que o interior de Santiago vai continuar a perder a sua população para o município vizinho da Praia, e para as duas ilhas turísticas, referindo-se ao Sal e Boa Vista.

“É imperativo garantir um desenvolvimento equilibrado na ilha de Santiago para podermos fixar as pessoas, para podermos descongestionar o município da Praia”, lançou Carlos Silva, que destacou a evolução do turismo de Santiago.

“A ilha tem vocação e é a mais completa para a promoção do turismo em Cabo Verde, tem de tudo um pouco, mas, o que se calhar falta é ampliar a ambição”, defendeu, acrescentando que é preciso também competição para que a ilha, onde outrora “nasceu o turismo, particularmente o município do Tarrafal, não perca o comboio de novo.

Para Carlos Silva, existem ilhas sem as condições de Santiago, mas que, no entanto, estão à frente, tendo lamentado o facto de os próprios santiaguenses ainda não ganharem a consciência que na prática essa ilha tem potencial para ser um dos melhores destinos turísticos de Cabo Verde.

Nesse sentido, apelou à mobilização e sensibilização de todos para o desenvolvimento do turismo em Santiago, e à “ambição” de todos os autarcas da ilha e parceiros para que possam criar as condições para desenvolver o turismo na “ilha mãe”.

Mas para tal, defendeu que a ilha deve melhorar a questão do saneamento, rede de esgoto, de segurança, de saúde, ter uma cobertura 100% de água, continuar a desencravar as localidades com potencial turístico e plano de requalificação urbana e ambiental, e ainda ser dotada de um segundo porto, de infra-estruturas económicas, e de pólo empresarial e turístico.

O evento foi promovido pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto do Património Cultural em parceria com a Câmara Municipal de Santa Cruz.

“Cultura, turismo e poder local”, “plano estratégico turismo cultural”, “turismo cultural antes/pós-covid-19”, “estratégias e política para o sector”, “Plano Operacional para o Turismo” e “roteiro turístico-cultural da ilha de Santiago” são outros temas abordados no fórum.

FM/JMV
Inforpress/Fim

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