Santiago: Cheias e inundações são maiores riscos no concelho de São Miguel – responsável Protecção Civil

 

Calheta, 13 Out (Inforpress) – O vereador do Saneamento, Ambiente e Protecção Civil da Câmara Municipal de Calheta de São Miguel, Daniel Gonçalves, disse hoje que todos os riscos são possíveis no concelho, mas que as cheias e inundações são os maiores.

O responsável pelo Serviço Municipal da Protecção Civil e Bombeiros fez estas considerações momentos antes de apresentar o tema “Principais riscos e prioridades na organização de um sistema de protecção civil no concelho de São Miguel”, no 6º Encontro Técnico da Rede Temática Protecção Civil da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) que decorre desde de o dia 11, naquele município a este sábado,  que teve abertura oficial hoje, Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes.

Segundo explicou, isto deve-se a orografia do próprio concelho, que tem muitas vales encaixadas e profundas e ainda devido à inclinação nas ribeiras na zona oeste que em caso de chuvas torrenciais, faz com que haja cheias fortes.

No concernente as cheias e inundações informou, que todos os anos elaboram um plano específico que passa por desassoreamento de ribeiras e limpeza de linhas de águas, acções que considera de “insuficientes”, tendo em conta que existem propriedades e casas construídas no leito das ribeiras que causou “aflições” em 2013 a muitas famílias.

No dizer do vereador Daniel Gonçalves, para além do desaforamento das ribeiras o ideal seria a construção de muros de protecção para proteger tanto as propriedades agrícolas e habitações perto da cidade, mas é um investimento que exige avultadas somas que ultrapassam capacidades do município.

Entretanto adiantou que a edilidade tem na forja projectos para correcções torrenciais dentro dos projectos financiados pelo Fundo do Ambiente, ajuntando que vão procurar outros parceiros, mormente, governo, outros programas e parceiros para que possam corrigir e minimizar em termos e cheias e inundações.

Já relativamente a meios em caso de cheias ou inundações, admitiu que existem “carências enormes” no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros a nível de Santiago Norte com Comando Regional em Santa Catarina e em particular no município de São Miguel diz há “muitas carências”.

É que segundo disse o município tem uma sede, cinco bombeiros não profissionais, ou seja, voluntários e uma carrinha de incêndio com capacidade para 500 litros, assegurando que os meios são “insuficientes” para dar respostas aos riscos existentes.

FM

Inforpress/Fim

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