Programa Plataforma do Desenvolvimento Local implementado no Município de Santa Cruz

Pedra Badejo, 12 Nov (Inforpress) – O município de Santa Cruz, interior de Santiago, recebeu hoje a implementação do programa “Plataforma do Desenvolvimento”, que visa resolver problemas e desafios a nível local.

Estas iniciativas vêm na sequência do IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local (FMDEL), que decorreu em Outubro do ano passado, em Cabo Verde, onde o Governo assumiu que um dos objectivos seria a mobilização de parcerias para o desenvolvimento local.

Para o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Carlos Alberto Silva, com este plano, vão fazer com que todos os munícipes, a nível local, “se encaixem e participem” no processo de identificação de dificuldades e participação na construção de planos de intervenção, visando resolver problemas e desafios locais.
a nível locais.

Adiantou que a aposta numa governação compartilhada é um imperativo porque desta forma, acredita o autarca, vai-se enfrentar menos problemas e as pessoas, no dia a dia, vão consciencializar dos desafios e de capacidades e, ao mesmo tempo, realizar desejos e desafios da comunidade.

Carlos Alberto Silva acrescentou ainda que um dos grandes desafios que o concelho enfrenta é a “apostar forte” na dinamização de tudo aquilo que é potencial, como a agricultura, a pecuária e a pesca.

Segundo o edil, a ambição maior é transformar Pedra Badejo numa cidade capital da banana, tendo em conta a sua potencialidade e também transformar a região numa cidade capital de funaná, devido aos seus potenciais no domínio cultural.
Por sua vez, o coordenador técnico do programa, Cristiano Pedroza, disse que este programa faz “muito sentido”, na medida em que, explicou, faz parte de uma política que é uma prioridade, com a qual o governo e seus parceiros querem estar mais perto dos cidadãos.

Reafirmou que estar mais perto dos cidadãos “é fazer acontecer o desenvolvimento local”, trabalhando e abrindo espaços para que os cidadãos possam participar no processo de tomada de decisões o que, na sua opinião, torna o município numa nova plataforma, um espaço de partilha entre a câmara e as instituições, serviços desconcentrados, sociedade civil e serviços privados na definição das linhas estratégicas do desenvolvimento do território.

A representante do governo, Francisca Santos, lembrou que este programa foi implementado em 2017, tendo experiências de nove municípios que abraçaram o projecto nessa data e Santa Cruz, por estar a começar agora e pelo facto de ser um processo novo, tem os seus desafios com a mudança de paradigma de forma de gestão do desenvolvimento local.

Segundo Francisca Santos, o plano estratégico não será só da Câmara Municipal, mas também do município, sublinhando que a responsabilidade da implementação será de todos os autores dentro do território, desde sector privado, sociedade civil, passando governo.

Segundo a mesma fonte, o desafio está em fazer conseguir a Câmara Municipal liderar o processo e fazer com que os autores participem.

Adiantou que a experiência mais difícil que existe até então é fazer participar sector privado, admitindo, entretanto, que é um trabalho a ser feito.

Aproximadamente 11 mil contos são o montante que o Fundo Andaluz dos Municípios para a Solidariedade Internacional (FAMSI) disponibilizou para a implementação do Programa Plataforma, no município de Santa Cruz.
Oficialmente, o projecto-piloto envolve 10 municípios, os três da ilha do Fogo, os três de Santo Antão, São Salvador do Mundo, Ribeira Grande, Santa Cruz, em Santiago, e a ilha Brava.

CL/JMV

Inforpress/Fim

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