Santa Cruz: Edilidade garante estar a trabalhar para resolver problemas dos 112 profissionais do saneamento (c/áudio)

Pedra Badejo, 14 Abr (Inforpress) – O vereador dos Recursos Humanos garantiu hoje que a Câmara Municipal de Santa Cruz está a trabalhar para resolver a “breve trecho” os problemas dos 112 profissionais do saneamento e acusou o SISCAP de falta de diálogo.

Carlos Garcia deu esta garantia em conferência de imprensa para reagir à manifestação destes funcionários realizada terça-feira, 12, para reivindicar o reajuste salarial de 11 para 15 mil escudos.

O autarca acusou o Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP) de “falta de diálogo” por não mostrar abertura para sentar-se à mesa de negociações para resolver os problemas dos trabalhadores e de estar a defender interesses próprios.

O SISCAP apontou entre os incumprimentos a não actualização salarial, nos termos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) de 2013, de acordo com a grelha salarial, na categoria de Apoio Operacional Nível I 15 contos, com efeitos retroactivos a 2013.

Das pendências constam ainda a não actualização salarial de 2,2 por cento (%) atribuído pelo Governo aos funcionários do quadro comum da Administração Pública, com efeito a Janeiro de 2019 e com retroactivos e não inscrição obrigatória dos trabalhadores no sistema do Instituto Nacional da Previdência Social (INPS), nos termos da lei.

Em reacção à manifestação, Carlos Garcia começou por agradecer os trabalhadores do saneamento por não aderirem à manifestação do SISCAP, esclarecendo que dos 112 colaboradores dos serviços de saneamento apenas seis participaram na referida manifestação.

“Isso demonstra que estes trabalhadores estão em sintonia com a equipa camarária, porque estamos a negociar com eles de algum tempo para cá e já foram resolvidas muitas das suas preocupações”, concretizou, esclarecendo que são 112 profissionais do saneamento que recebem 11 mil escudos e não 200 como advoga o SISCAP.

Segundo ele, o SISCAP estava em representação de seis funcionários e manifestou os interesses próprios e não dos trabalhadores, por não mostrar abertura para sentar-se à mesa das negociações para resolver os problemas destes funcionários do saneamento da autarquia santa-cruzense.

A mesma fonte lembrou que houve uma negociação em finais de 2019, tendo sustentado que os problemas não foram solucionados por causa dos três anos consecutivos da seca severa e da pandemia da covid-19.

Aliás, informou que a situação é do conhecimento dos 112 funcionários do saneamento que recebem o salário de 11 mil escudos, daí, segundo ele, a “fraca adesão” dos mesmos à manifestação do SISCAP.

Por tudo isso, o autarca assegurou que o município liderado por Carlos Silva, está “muito sensível” à situação laboral dos funcionários do saneamento e garantiu que se está a trabalhar para que a “breve trecho” toda a situação seja solucionada.

Relativamente ao salário, Carlos Garcia esclareceu que estes funcionários recebem 11 mil escudos por trabalharem duas horas por dia, mas, no entanto, assegurou que se está a trabalhar para que possam trabalhar oito horas por dia para poderem receber o salário mínimo nacional de 15 mil escudos.

A este propósito, assegurou que a edilidade tem todo o interesse em reajustar o salário de 11 para 15 mil escudos, para que estes funcionários possam trabalhar oito horas por dia assim como os demais colaboradores da autarquia santa-cruzense.

O vereador de Recursos Humanos, que confirmou que os 112 profissionais do saneamento não estão inscritos no INPS (Instituto Nacional de Previdência Social), explicou que até passarem a receber o salário mínimo nacional, que estes estão a ter a assistência médica e medicamentosa, através da Mutualidade de Saúde, que, segundo ele, é um serviço equiparado ao do INPS, que foi criado pensando nos mesmos.

Na ocasião, Carlos Garcia reiterou que nenhum dos 112 profissionais do saneamento vão ser despedidos.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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