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Santa Cruz: Delegacia de Saúde registou 150 casos de atendimentos por consumo abusivo do álcool em 2017- responsável

Assomada, 26 Jun (Inforpress) – A Delegacia de Saúde de Santa Cruz atendeu, em 2017, só nas urgências, 635 casos de agressão, dos quais 150 pacientes se encontravam sobre efeito do álcool, a maioria jovens, revelou hoje o enfermeiro António Varela.

O responsável apresentava os dados à margem de um seminário em comemoração ao Dia Internacional de Luta Contra Droga, assinalado hoje, estando em debate, a situação do consumo do álcool naquele município do interior de Santiago, dependência e co-dependência, tipos de abusos e limite, e três campos de auto liderança juvenil na prevenção e luta contra o álcool e outras drogas.

“Os dados relacionados com o consumo abusivo do álcool no concelho de Santa Cruz são muito preocupantes, sobretudo na camada juvenil entre a faixa etária de 15 a 30 anos”, disse o responsável, informando que o mesmo está relacionado com outros factores, como agressão física e violência baseado no género, entre outros males.

Entretanto, António Varela avançou que como forma de “minimizar” a situação, que classifica de “preocupante”, a Delegacia de Saúde de Santa Cruz, em articulação com os parceiros, nomeadamente as Tendas El-Shaddai, Casa da Juventude e famílias, têm feito “algum trabalho” neste sentido, tendo por outro lado admitido que há necessidade de reforçar esta articulação.

“Apesar de ser aceite na comunidade, o álcool é uma droga e os jovens tem que levar isso em conta”, alertou, pedindo o seu consumo com moderação, considerando-o como “porta de entrada” para outras drogas.

O evento foi ocasião ainda para o jovem Márcio Oliveira, da ilha do Sal, que se encontre nas Tendas El-Shaddai em recuperação de toxicodependência há um ano, dar o seu testemunho, tendo deixado conselhos aos que estão neste “caminho de coisas negativas” e aos que “pensam” entrar.

O jovem, que começou a usar a droga com 14 anos, tendo principiado com ponche, seguindo-se de marijuana e por fim a cocaína, disse que a droga leva os que estão neste caminho para “hospital, cadeia ou cemitério”.

Aos que ainda não entraram na drogas, alertou-os para não se deixarem influenciar por pessoas e nem fazer a experiência, por curiosidade

“Neste caminho conseguimos a chave de entrada, mas encontrar a chave de saída é  bastante complicado”, exteriorizou, apontando abandono escolar, familiar e rejeição social como consequências do consumo de drogas.

FM/AA

Inforpress/Fim

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