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Santa Catarina/São Salvador do Mundo: Crianças do EBI debatem abuso sexual

 

Assomada, 17 Jun (Inforpress) – As crianças do Ensino Básico Integrado (EBI) de Santa Catarina e São Salvador do Mundo (Ilha de Santiago) reuniram-se hoje na V edição do Parlamento Infantil para debater o “Abuso sexual, formas de identificação e prevenção”.

Sob o lema “Juntos por uma infância protegida”, esta sessão, que teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santa Catarina, foi promovida pela Aldeia Infantil SOS, em parceria com a Delegação Escolar de Santa Catarina e o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA).

Segundo o delegado do Ministério da Educação e Desporto em Santa Catarina, Pedro Monteiro, este debate tem como objectivo sensibilizar as crianças para estarem mais atentos sobre os males que afectam a sociedade, sobretudo o abuso sexual que tem aumentado dia após dia.

Durante este debate os “deputados mirins” mostraram-se preocupados com este flagelo que só tem aumento no país e apelaram as autoridades para um combate mais eficaz, no sentido de por travão a esses casos.

Como saber quando a criança é abusada, como prevenir, quais as consequências, que plano para os pedófilos depois da prisão, como diminuir casos nas ilhas turísticas, foram alguns questionamentos levantados pelas crianças.

Respondendo à questão como notar que a criança é vitima de abuso sexual, o director da Aldeia Infantil SOS de Assomada, Pedro Andrade, alertou para situações em que a criança fica reservada, sofre de pesadelos e depressão, perde controlo de si, tem medo, é agressiva e apresenta uma baixa estima.

Presente no parlamento, o delegado do ICCA em Santiago Norte, Lino Carvalho, garantiu que junto dos parceiros estão a dar um combate sem trégua, pois, nos últimos seis meses registaram 20 casos de abuso sexual, situação que, comparando com o ano anterior “é preocupante”, uma vez que registaram apenas nove casos.

De acordo com Lino Carvalho, apesar de receberem muitas denúncias e de encaminhar para o Tribunal, nem todos os pedófilos vão parar na cadeia devido a falta de provas, isto é, em 100 casos apenas 20 pedófilos vão presos e os restantes ficam na rua a ameaçar as famílias e a continuar com a prática de abuso sexual.

No que concerne a planos para os violadores, disse que diante da situação em que muitos dos violadores que estão na cadeia “são repetentes”, o Governo tem dotado novas medidas, isto é, além da medida repressão, aplica-se medidas de protecção e acompanhamento dos violadores dentro e fora da prisão.

Esta instituição, segundo Lino Carvalho, também está preocupada com a exploração sexual das crianças nas ilhas turísticas e no meio rural, devido ao turismo rural que tem vindo a aumentar.

Neste sentido, o delegado chama atenção dos pais que acolhem os turistas em suas casas, pois, alguns vêm com o propósito de fazer o turismo de sol e praia, mas uma boa parte vem com intenção de prazer sexual e alguns nesses meios são pedófilos.

No âmbito do Plano de Acção Nacional de Combate ao Abuso sexual, o ICCA, neste momento, está a pôr em prática o primeiro eixo, relacionado com a “participação” e através deste parlamento, pretende encontrar lideres escolares capazes de discutir e perceber melhor sobre esta problemática para que depois possam ser multiplicadores nas escolas.

AM/CP

Inforpress/Fim

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