Santa Catarina: Situação do paludismo “é estável” desde 2010 no concelho – delegada de saúde

 

Assomada, 26 Abr (Inforpress) – A delegada de saúde de Santa Catarina, Elisângela Tavares, disse hoje que a situação do paludismo no concelho “é estável” desde 2010, e a delegacia tem dado um “combate forte” para evitar novos casos.

Para assinalar o Dia Mundial do Paludismo, 25 de Abril, a Delegacia de Saúde de Santa Catarina promoveu, terça-feira, uma palestra sobre o paludismo na delegação do Ministério de Agricultura e Ambiente, ministrada pelo especialista em analises clínicas e saúde pública Jailson Pedro.

“A situação é estável, desde 2010 temos tido muito pouco casos de paludismo autóctono e, em 2016, tivemos zero caso, embora registamos cinco casos de paludismo importado, mas fizemos um seguimento muito apertado e desses casos importados não tivemos nenhum óbito”, disse à Inforpress.

Essa estrutura de saúde tem estado a adoptar as mediadas traçadas pelo Ministério da Saúde no âmbito do plano estratégico de erradicação, dando uma luta diária no terreno.

Segundo disse, em Santa Catarina, todas as zonas de risco estão mapeadas e uma equipa de luta anti-vectorial desloca-se diariamente para esses viveiros.

Foi na zona de Achada Leite e de Mato Sanches, que surgiram os casos importados em 2016, e, neste sentido, a Delegacia de Saúde tem feito uma “vigilância apertada”, com controlo nos tanques, viveiros e nas casas e realiza campanha de abate em todas as casas antes e depois das chuvas.

A Ribeira dos Engenhos e Boa Entrada, a localidade de Achada Galego onde fica a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e nas barragens de Saquinho e Flamengos, os técnicos também têm feito uma vigilância activa, e de acordo com a delegada, nessas ribeiras a situação já está controlada.

Entretanto, a nova constatação da Delegacia de Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam as casas, como sendo os novos focos de viveiros de mosquitos.

“Tivemos de mudar a nossa estratégia, e, em vez de irmos diariamente para fontes e diques, voltamos um pouco para a sensibilização de pessoas em casa. E, nesta campanha reparamos que a maioria das pessoas não conhece a pré-fase do mosquito, uma vez que tem larvas nos seus depósitos e reservatórios, mas não sabia que é isso que cria mosquitos”, explicou.

Durante a palestra,  para assinalar o Dia Mundial do Paludismo, Jailson Pedro recomendou a introdução do combate aos mosquitos nas comissões municipais de saúde, de forma que multi-sectorialmente possam dar um melhor combate a doença, e assim, chegar a 2020 sem paludismo.

AM/CP
Inforpress/Fim

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