Santa Catarina: Professores da ESANF denunciam “assédio moral e abuso de poder” por parte da direcção

 

Assomada, 15 Nov (Inforpress) – Um grupo de professores da Escola Secundária Armando Napoleão Fernandes (ESANF), em Santa Catarina denunciou hoje que funcionários, professores e alunos estão a ser vítimas de “assédio moral e de abuso de poder” por parte da direcção.

“Se assiste na escola constante intimidação e abuso de poder a professores, funcionários e alunos quando discordam de alguma acção mal direccionada da direcção. Os professores são assediados moralmente, funcionários torturados psicologicamente e alunos ameaçados de expulsão”, denunciou Danilo Santos, porta-voz do grupo.

O docente falava em nome dos colegas numa conferência de imprensa realizada na sede do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep), em Assomada, município de Santa Catarina, durante a qual apontou uma longa lista daquilo que considerou de “degradante situação laboral”, tendo sublinhado que estranham o “silêncio” por parte do Ministério da Educação e Inspecção da Educação a quem enviaram uma carta expondo a situação desde 17 de Outubro.

Segundo o porta-voz dos professores, a situação vem desde o ano lectivo anterior (2016/17) a esta parte (2017/18) e está a trazer “graves consequências” para o processo de ensino e aprendizagem naquele agrupamento escolar, situado em Achada Falcão.

Entre as irregularidades apontadas está a avaliação do desempenho dos professores no ano anterior feito pelo próprio director, que não levou em conta as considerações dos coordenadores dos cursos e outros membros da direcção.

Afora isso, indicou que os professores reclamam ainda sobrecargas nos horários (horários mistos) que estão a prejudicar os sues desempenhos, por terem seis tempos lectivos diários e 23 tempos semanais que agravam com deslocações às outras escolas do agrupamento de Achada Além e Ribeira da Barca.

Danilo Santos informou também que há professores com três disciplinas e ainda algumas professoras mães, a quem são negadas o horário de amamentação.

“A direcção da escola não tem vindo a promover um bom ambiente de trabalho, contrariando as regras básicas para uma boa convivência e regras básicas sobre a liderança, e isso tem provocado um descontentamento geral, tanto nos alunos, professores, funcionários e nos próprios pais e encarregados de educação”, afirmou.

De acordo ainda com o porta-voz do grupo, os funcionários e professores estão sendo ameaçados também em público e privado, de “ficarem sem o trabalho”, como se a escola fosse propriedade dos membros da direcção.

“A situação está a agravar-se perante o silêncio do Ministério da Educação e Inspecção-Geral da Educação. Por estas e outras, apelamos a um posicionamento urgente por parte da senhora ministra da Educação sob pena de recorrermos a outros meios legais para fazer valer os nossos direitos”, enfatizou o porta-voz dos professores.

Contactado pela Inforpress, o director da Escola Armando Napoleão Fernandes, prometeu reagir posteriormente.

FM/FP

Infopress/Fim

 

 

 

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