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Santa Catarina: Paternidade irresponsável é um problema que precisa de atenção – Presidente

Assomada, 24 Set (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional considerou hoje a paternidade irresponsável um “um problema” que precisa de atenção, considerando-a como uma das causas da desestruturação familiar com reflexos na educação e saúde das crianças cabo-verdianas.

Jorge Santos expressou este ponto de vista ao presidir à abertura da II edição da Semana do Bebé, cuja cerimónia se realizou hoje, no Liceu Amílcar Cabral, em Assomada, Santa Catarina, região que escolheu este ano “atacar” o problema da gravidez precoce que aflige as escolas secundárias do país e a paternidade irresponsável, na perspectiva da parentalidade responsável.

Na sua intervenção, Jorge Santos lembrou que os factores como a violência intra-familiar e delinquência juvenil (que continuam alta), a presença de crianças na rua (que continua sendo uma triste realidade), a gravidez precoce em ambiente escolar (que atinge níveis de preocupação), o consumo de álcool e drogas (que é realidade), o abuso sexual e a exploração de menores (que marcam, infelizmente presença) e o nível baixo de acesso a rendimentos por parte de quase um terço das famílias cabo-verdianas, têm, igualmente, reflexos na educação e saúde das crianças.

“São desafios que ainda persistem e que, pelos efeitos nefastos que têm sobre as crianças, clamam pela intervenção dos poderes públicos e por uma assunção social profunda e solidária. O Estado tem certamente a responsabilidade primeira pela estruturação, pela coesão e pela justiça socais, deve projectar e implementar as medidas fundamentais nesta matéria e deve se responsabilizar pelos resultados”, disse.

Nesse sentido, Jorge Santos, que falava também na qualidade de Presidente da República interino, pediu o engajamento de todos, ou seja, do Estado, da sociedade e indivíduos, visando a criação de um ambiente socioeconómico que proporcione aos indivíduos o acesso decente a rendimentos, e lhes possibilite as condições para construir e manter a sua família com coesão.

Por sua vez, a coordenadora residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Patrícia Graça, salientou que eventos do tipo contribuem e muito para a visibilidade da temática de proteger e promover os direitos da pequena infância, problemas da gravidez precoce e da necessidade da responsabilidade parental e o papel que assume na educação das crianças e a criação de boas práticas.

Pronunciando sobre a II Semana do Bebé, o administrador da Cimpor (empresa promotora do evento), Joaquim Cascalheira, lembrou que a Semana do Bebé é realizada anualmente em mais de 150 cidades brasileiras, mas também em Portugal, Argentina e Uruguai.

Tendo em conta que a Ciência comprava que é nos primeiros seis anos de vida que o ser humano desenvolve as suas capacidades cognitivas, motoras, sócio-efectivas e de linguagem, acredita que o investimento neste período da vida garante a criança, além dos direitos definidos por lei, os direitos de ser saudável, de viver em segurança e no aconchego familiar, à protecção, à saúde e à educação de qualidade, promovendo a redução de desigualdades.

Por isso, sustentou que o primeiro passo para defender todas essas condições passa-se exactamente pela planificação da vinda ao mundo do bebé, tendo informado que este ano vão colocar enfoque naquilo que considerou de “grave problema” que aflige a sociedade cabo-verdiana e que também aflige de que maneira as escolas secundárias do país, referindo-se à gravidez precoce, que, segundo ele, contraria os objectivos do evento.

E tendo em conta que atrás de uma gravidez precoce está uma paternidade irresponsável na perspectiva da parentalidade responsável, que escolheram tais temáticas para serem debatidas “na profundidade” durante esta semana, através de palestras que serão realizadas nas escolas secundárias um pouco por todo arquipélago.

“Estamos certos de que com a implementação efectiva da Semana do Bebé em Cabo Verde que os nossos indicadores sóciais, ligado ao tema, que já são positivos poderão ser melhorados ainda mais (…), o que vai permitir mais e melhor cuidados com o desenvolvimento dos bebés desde a gestação, defendendo os direitos das gestantes e crianças orientando e prestando assistências as famílias”, augurou Joaquim Cascalheira.

A iniciativa Semana do Bebé chegou a Cabo Verde em 2017 (25 a 30 Setembro), através da empresa Cimpor, que é membro de uma Multinacional – IterCemente, no Brasil, que já desenvolve este projecto desde 2013, que criou uma rede de parceiros para dar corpo a este projecto no país que se encontra em construção, que engloba a primeira infância (0-6 anos) e a primeiríssima infância (0-3 anos), envolvendo parcerias da Direcção Nacional da Saúde, Direcção Nacional da Educação e Direcção-geral da Inclusão Social.

E ainda tem como parceiros o Gabinete da primeira-dama, Acarinhar, Aldeias Infantis SOS, Rede Laço Branco, ICIEG, Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Unicef e OMS e as empresas Emprofac, Iogurel, CVTelecom.

Estiveram presentes no acto o director do Liceu Amílcar Cabral e parceiros da rede em construção da Semana do Bebé em Cabo Verde, com destaque para o presidente da Rede Laco Branco, Clóvis Silva.

FM/JMV

Inforpress/Fim

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