Santa Catarina: Municípios essencialmente agrícolas devem ser discriminados com o plano de emergência – Alberto Nunes

 

São Filipe, 11 Out (Inforpress) – Os municípios que dependem quase que exclusivamente da agricultura e pecuária, como o de Santa Catarina do Fogo, devem ser discriminados positivamente com o plano de emergência para fazer face ao mau ano agrícola.

O edil de Santa Catarina do Fogo, Alberto Nunes, disse que no seu município, devido a inexistência de um tecido empresarial forte e outras iniciativas privadas que poderiam criar emprego, na situação do mau ano agrícola, as pessoas procuram o serviço camarário para a resolução dos problemas, razão pela qual espera que o plano de emergência anunciado pelo Governo possa dar atenção maior a este município.

A edilidade de Santa Catarina, segundo o seu presidente, já dispõe de ideia do plano de emergência para o município e que deve ser discutido com o Governo, observando que o plano de emergência para fazer face ao mau ano agrícola deve privilegiar a criação de emprego público e não de atribuição de apoios ou outras modalidades.

O cenário do ano agrícola no município de Santa Catarina do Fogo como no resto da ilha e do país é preocupante e pode ter reflexo quer na produção agrícola, na pecuária como no próprio sistema de abastecimento de água.

Toda a zona sul do município de Santa Catarina, incluindo a parte alta, onde há grande concentração de gados, sobretudo caprino, o problema de pastos já se faz sentir e muitos criadores estão a fazer conta à vida de como salvar os seus efectivos.

Para alguns agricultores da ilha, a produção de milho está perdida, mesmo que venha ocorrer chuvas em Outubro e Novembro, que, segundo os mesmos, serão benéficas para alguma produção de feijões e alguns pastos, embora em quantidade insuficiente para as necessidades.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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