Santa Catarina: MpD pede controlo de venda nas ruas enquanto PAICV solicita a conclusão do estádio municipal

Assomada, 18 Abr  (Inforpress) – O deputado Silvino Robalo, do MpD, na Assembleia Municipal de Santa Catarina (Ilha de Santiago), pediu hoje à edilidade “mão firme” sobre a venda de carne nas ruas, enquanto PAICV exortou a conclusão do estádio municipal.

Durante a II sessão ordinária da Assembleia Municipal descentraliza, que decorre hoje e amanhã, na vila de Achada Lém, os deputados terminaram o período antes da ordem do dia com uma declaração política.

A bancada do Movimento para a Democracia (MpD), representada pelo deputado Silvino Robalo, iniciou a sua declaração elogiando os trabalhos efectuados nos últimos meses pela nova equipa camarária, liderada por José Alves Fernandes.

Das obras já executada, apontou a remodelação e ampliação da praça central de Assomada, o calcetamento das estradas de Gil Bispo e Vassoura, a colocação de mais contentores e a aquisição dois novos camiões de recolha de lixo na cidade, entre outros.

O deputado exortou a edilidade para criar a polícia municipal, no sentido de preservar o património público construído e requalificado e ainda pediu um “controlo firme” no abate e venda de animais nas estradas.

“Pedimos o controlo no abate e na venda dos animais ao longo da estrada nacional e municipal, pensando numa alternativa, visto que ali está o ganha-pão dos produtores. Queremos a garantia de que todos os abates sejam realizados com vigilância sanitária e com apoio do município”, disse.

O deputado lançou a ideia da construção de um frigorífico municipal para garantir a segurança sanitária de que o produto necessita, em vez de ficar exposto nas estradas e ao Sol sem qualquer conserva.

Por sua vez, o líder da bancada do Partido Africano e Independência de Cabo Verde (PAICV), Lamine Tavares, em jeito de poesia falou da sina do desporto em Santa Catarina.

Segundo este deputado, Santa Catarina tinha uma tradição forte no desporto de corrida de cavalo, de bicicletas e das tarde quentes das partida de futebol no polivalente e no campo, mas tudo isto perdeu-se no tempo.

Com a movimentação de terra e dos “gastos que houve para a construção” do estádio de Cúmbem, disse que ficou apenas a lembrança de cada camião de terra que fazia desaparecer o antigo campo, passando a ser um estádio mal acabado.

Segundo o deputado, ao longo dos tempos ficou apenas a esperança da conclusão deste estádio municipal.

“Vem o ministro do Desporto, discursou e declarou, e a esperança aumentou, vem a ministra das Infra-estruturas, discursou e declarou, e a esperança aumentou ainda mais, vem o orçamento da câmara municipal de 2017 e a esperança já era quase real e então veio a sina de um ano que é o primeiro-ministro (…), e então o discurso mudou não teremos mais estádio municipal em Cúmbem”, disse.

Lamine Tavares disse que recusam a aceitar tal sina de “matar” o estádio de Cúmbem , por isso terminou a sua declaração pedindo ao edil que não seja um “mau marido” para Santa Catarina.

“Nós queremos que diga que não (…) e que está a valer a promessa de campanha e que esse senhor não muito sério, não estava a falar a sério. Nos diga que dessa vez, Santa Catarina terá um bom marido e que o nosso estádio municipal irá nascer”, sublinhou.

AM

Inforpress/Fim

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