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Santa Catarina: Jovem lança petição para “pressionar” MCIC na reconstrução do fontanário de Ribeira da Barca

Assomada, 24 Jun (Inforpress) – O jovem de Ribeira da Barca, Gilson Andrade, lançou uma petição ‘on-line’ pedindo a reconstrução do fontanário conhecido como “Fontona” de Ribeira da Barca, no concelho de Santa Catarina, no interior de Santiago.

A petição, intitulada “reconstrução da fonte ‘Fontona’ de Ribeira da Barca – Uma história apagada”, segundo os subscritores, tem como objectivo “pressionar” o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) para que seja reconstruído uma réplica do fontanário no lugar onde existia para que a história seja relembrada e contada para as futuras gerações.

Em declarações à Inforpress, Gilson Andrade começou por lamentar o facto de ter sido um filho daquela comunidade piscatória que usou do poder de presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, para “matar” este que era um “símbolo da localidade de Ribeira da Barca e com elevado valor sentimental”.

“Só uma pessoa sem coração pode ter feito isso”, lamentou, criticando o facto de a população não ter sido consultada na altura sobre a matéria.

No entanto, Gilson Oliveira, que pede a recuperação/conservação deste Fontanário disse acreditar que se tal acontecer vai ser uma “mais-valia” para os guias turísticos que vão contar a história de Fontona, que considerou de um “monumento de muita importância” para o povo de Ribeira da Barca.

Na ocasião, pediu que todos os filhos de Ribeira da Barca e todos que um dia beberam aquela “água salobra” subscrevam o documento para que possam alcançar um número considerável e entregar a petição à tutela da Cultura.

No texto que acompanha a petição, o fontanário é lembrado como uma fonte de memórias históricas que matou a sede de todos aqueles que um dia tiveram os seus umbigos enterrados nesta pequena aldeia litoral, que vivenciaram a apanha de água, disputando as longas filas que se alongavam até ao limite do mar, para que pudessem ter em casa o precioso líquido que, outrora, foi conhecido como “água da Fontona”.

Os subscritores sustentam que a “Fontona” é relembrada por “ter feito parte da vida, da vivência e da passagem dos tempos daqueles que tiveram a sorte de saborear aquela água salobra que de tanto ser utilizada, aquele gosto de sal, foi ignorada pela sua gente, pois era a única fonte da vila”.

“Era a relíquia, algo de comparação inigualável, isto porque era considerada uma alma viva por aqueles que um dia a conheceram”, lê-se na petição que já conta com subscrições de muitos “quadros” locais.

FM/HF

Inforpress/Fim

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