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Santa Catarina: Já nasceram as primeiras “tartaruguinhas” na praia de Areia Mota em Ribeira da Barca

Assomada, 13 Set (Inforpress) – As primeiras tartaruguinhas (mais de 70) dos ninhos da praia de Areia Mota em Ribeira da Barca, Santa Catarina (Santiago), nasceram na semana passada e foram lançadas ao mar pelos jovens voluntários que “vigiam” aquela praia.

A informação foi avançada hoje à Inforpress pelo jovem Eldair Tavares, mais conhecido por “Babudo”, um dos voluntários dessa vila piscatória, lembrando que de momento a praia conta com cerca de oito ninhos, dos quais seis estão sinalizados e os demais por causa do mar revolto perderam as “marcas”.

Babudo explicou que as primeiras “tartaruguinhas” nasceram de ninhos que não estavam sinalizados pelos voluntários, e que mesmo sendo “leigos na matéria” conseguiram lançar mais de 70 ao mar.

A mesma fonte avançou que prevêem que a partir do dia 19 de Setembro possam surguir novas eclosões.

“As eclosões já começaram e são sempre motivo de alegria”, concretizou o jovem, que pediu mais uma vez apoio de associações na ilha de Santiago que lidam com preservação de tartarugas para os ajudar, para que possam proteger esta espécie marinha, que, no seu entender, vai fazer da praia de Areia Mota nos próximos tempos seu lugar para desova.

Conforme informou, assim como ele, outros jovens estão a monitorizar os outros seis ninhos, que têm levado muitos curiosos à praia de Areia Mota para ver as tartarugas a desovar.

Na Vila de Ribeira da Barca as tartarugas não têm dado à costa há alguns anos, devido à escassez de areia nas praias, mas hoje, com a “abundância de areia”, Eldair Tavares e o presidente da Associação dos Pescadores e Peixeiras da Ribeira da Barca (APPRB), José Rui de Oliveira, acreditam que a mesma vai ser uma das praias de desova para tartarugas como outrora.

Conforme informações avançadas à Inforpress pelo responsável da APPRB, esta vila piscatória de Santa Catarina não tem registado casos de apanha, venda e consumo de tartarugas.

No entanto, disse que se esta prática tem ocorrido é na clandestinidade, afiançando que porquanto, a comunidade piscatória já está sensibilizada de que a apanha, a venda e o consumo de tartarugas é crime.

Nas águas do arquipélago foram identificadas cinco espécies de tartarugas marinhas, mas a que regularmente desova em Cabo Verde é a Caretta Caretta, conhecida também por tartaruga cabeçuda, por a sua cabeça ser bastante grande em proporção ao seu corpo.

A legislação cabo-verdiana prevê com pena de multa e prisão ao abate e ou consumo de tartaruga.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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